Tendência técnica e níveis-chave
O Índice de Força Relativa (RSI, um indicador que mede se o preço está com força de alta ou de baixa) segue positivo para alta, mas ainda há riscos de queda. Uma alta acima de 0,7100 colocaria o foco em 0,7123 (máxima de 18 de março), depois 0,7187 (máxima do ano) e, em seguida, 0,7200. Se o AUD/USD cair abaixo da média móvel simples de 50 dias (SMA, uma média do preço dos últimos 50 dias usada para indicar tendência) em 0,6981, pode testar novamente 0,6944 e depois 0,6900. Fatores que movem o Dólar australiano incluem as decisões de juros do RBA (Banco da Reserva da Austrália, o banco central) e a meta de inflação de 2–3%, além de afrouxamento ou aperto quantitativo (QE/QT: quando o banco central aumenta ou reduz dinheiro no sistema comprando ou vendendo títulos). Outros fatores incluem o desempenho econômico da China e o saldo comercial da Austrália (diferença entre exportações e importações). O minério de ferro é a maior exportação da Austrália, com US$ 118 bilhões por ano (dados de 2021), sendo a China o principal destino. Voltando a este período em 2025, vimos uma estrutura de alta se formando para o dólar australiano ao passar de 0,7000. Hoje, o cenário é mais complexo, com o par consolidando em torno de 0,6650. A força clara de alta daquele período deu lugar a um mercado mais lateral (oscilando numa faixa) rumo ao segundo trimestre de 2026. Um fator central continua sendo o diferencial de juros (diferença entre as taxas de juros da Austrália e dos EUA), que mudou desde o ano passado. O RBA manteve a taxa básica (cash rate, a principal taxa de juros do país) em 4,35%, enquanto o Federal Reserve (banco central dos EUA) começou um ciclo cauteloso de cortes de juros no fim de 2025. Essa redução na diferença de política monetária dá suporte ao dólar australiano e tende a limitar quedas relevantes nas próximas semanas.Fatores macro e cenário de volatilidade
Também é preciso acompanhar a China, pois sua saúde econômica afeta diretamente o dólar australiano via comércio e preços de commodities. O PMI industrial de fevereiro (índice que mede a atividade das fábricas; abaixo de 50 indica contração) veio misto, em 49,9, mostrando que a recuperação ainda é frágil. Isso segurou os preços do minério de ferro, que estão perto de US$ 115 por tonelada após não romper a resistência em US$ 130 vista no começo do ano. Com juros dando suporte, mas demanda chinesa incerta, a volatilidade implícita (expectativa do mercado para oscilações futuras, calculada a partir do preço das opções) nas opções de AUD/USD pode estar baixa demais. Uma estratégia seria comprar strangles de prazo mais longo (estratégia com opções que compra uma opção de compra e uma de venda com preços de exercício diferentes) para ganhar com um movimento forte de preço em qualquer direção antes do fim do segundo trimestre. Isso permite buscar um rompimento (saída da faixa) sem apostar na direção. O principal risco é uma desaceleração global mais forte que o esperado, que pesaria sobre uma moeda sensível a risco como o dólar australiano. Traders devem usar a mínima do ano até agora, perto de 0,6510, como suporte. Um rompimento sustentado abaixo disso pode indicar queda mais profunda, invalidando a ideia atual de mercado em faixa. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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