Estrutura de Ondas no Curto Prazo
Se essa contagem estiver correta, pode ocorrer uma alta parcial na onda (ii) (um repique curto contra a tendência principal) nos próximos dias. O SPX também caiu abaixo da média móvel simples de 200 dias (uma média do preço dos últimos 200 pregões, usada para indicar tendência de longo prazo) pela primeira vez desde 9 de maio de 2025. A próxima área-alvo fica perto de 6.079, que corresponde ao “Fibonacci retracement” de 38,2% (um nível de correção calculado a partir da sequência de Fibonacci, muito usado para estimar até onde um recuo pode ir) da alta de 2025–26; o texto também cita 6.078. A projeção segue válida enquanto o SPX permanecer abaixo de US$ 7.002 e seria reavaliada se o preço subir acima de US$ 7.002. O S&P 500 parece ter feito um topo importante em US$ 7.002 em 28 de janeiro, e estamos no começo de uma nova tendência de baixa. A queda tem sido confusa e com sobreposição, o que sugere o padrão de “leading diagonal” (diagonal de início). Essa estrutura indica que a queda não deve ser em linha reta, mas que a direção principal virou para baixa. Com essa visão, traders de derivativos (contratos cujo preço depende de outro ativo, como opções) podem considerar operar para mais queda. Comprar opções de venda (puts: contratos que ganham valor quando o preço cai) ou montar “bear call spreads” (estratégia com opções que busca lucro com queda ou lateralização: vende uma call e compra outra call mais acima para limitar o risco) são estratégias alinhadas com a expectativa de um movimento até a região de US$ 6.079. Esse nível é uma correção de Fibonacci importante da grande alta vista em 2025 e no começo deste ano. Esperamos uma alta de curto prazo nos próximos dias, que seria a onda (ii) da queda. Esse repique pode ser uma chance de entrar em posições de baixa com preços melhores. Qualquer alta deve ser temporária e ficar bem abaixo do topo crítico de US$ 7.002.Volatilidade e Cenário Macro
A volatilidade do mercado confirma esse clima tenso, já que o VIX (índice que mede a volatilidade esperada do S&P 500, muitas vezes chamado de “medidor de medo”) recentemente subiu para acima de 24, um nível que não era visto de forma consistente desde o quarto trimestre de 2025. Essa alta na volatilidade implícita (a volatilidade “embutida” no preço das opções, que influencia quanto elas custam) deixa os prêmios de opções mais caros, favorecendo quem acerta o momento de entrada. Esse comportamento de preço instável desde que o SPX caiu abaixo da média móvel de 200 dias pela primeira vez desde maio de 2025 reforça a incerteza do mercado. Essa fraqueza técnica acontece enquanto dados econômicos recentes mostram sinais de pressão. O CPI de fevereiro (índice de preços ao consumidor, que mede inflação) indicou que a inflação segue acima de 3%, reduzindo a chance de medidas de política econômica mais favoráveis. Além disso, o relatório de empregos do início de março, embora não tenha sido ruim, mostrou uma desaceleração clara no ritmo de contratações em comparação ao ano passado. O principal risco para essa visão de baixa é o preço voltar a subir acima da máxima de janeiro em US$ 7.002. Enquanto o mercado ficar abaixo desse nível, o caminho mais provável continua sendo para baixo. Traders devem usar esse preço como um ponto claro para reavaliar ou sair de estratégias de baixa.
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