Sinais dos Bancos Centrais e Principais Movimentos no Câmbio
O GBP/USD negociou perto de 1,3400, também na máxima de uma semana, após o Banco da Inglaterra manter os juros em 3,75%. O MPC (Comitê de Política Monetária, grupo que decide os juros) espera que a inflação continue subindo com a guerra no Oriente Médio, enquanto Andrew Bailey disse que a política deve ficar sem mudanças. O USD/JPY caiu para a mínima de oito dias em 157,80 após o Banco do Japão manter os juros em 0,75% por votação de 8–1. Um membro discordou e propôs aumento. O AUD/USD subiu para 0,7060 após recuperar cerca de metade das perdas de quarta-feira, apoiado pela inflação interna alta e pela postura do RBA (Banco da Reserva da Austrália, o banco central do país). O WTI (petróleo de referência dos EUA) ficou em US$ 94,60 após passar de US$ 100 mais cedo, e o ouro caiu para US$ 4.502 antes de negociar em US$ 4.615. Os dados de sexta-feira incluem a decisão da taxa do CNY pelo PBoC (Banco Popular da China, banco central), o PPI (Índice de Preços ao Produtor, preços na “porta da fábrica”) da zona do euro (YoY, variação em 12 meses) de fevereiro, e as Vendas no Varejo do Canadá (MoM, variação mês a mês) de janeiro.Como o Cenário Macro Mudou
O Índice do Dólar dos EUA, que caiu abaixo de 100 em março de 2025, ganhou força e agora negocia perto de 104,25. Essa virada sugere que, embora o Fed tenha começado a afrouxar a política (reduzir juros e condições financeiras), a economia dos EUA foi mais resistente que outras. Com isso, pares como EUR/USD e GBP/USD recuaram bastante das máximas de 2025, refletindo a força renovada do dólar. O pânico do ano passado com o WTI acima de US$ 100 por barril parece distante, com os preços agora mais perto de US$ 78. As interrupções de oferta (queda na disponibilidade do produto) não se confirmaram totalmente, e a demanda enfraqueceu com a desaceleração global. O relatório desta semana da EIA (Agência de Informação de Energia dos EUA) mostrando aumento de estoques de mais de 2,5 milhões de barris confirma a perda de pressão na oferta. O ouro teve uma queda forte um ano atrás, caindo para a faixa de US$ 4.600 enquanto bancos centrais mantinham juros altos. Com a mudança para afrouxamento monetário e rendimentos reais mais baixos (juros descontados da inflação), o interesse por metal que não paga juros voltou. Com isso, o ouro subiu bem desde as mínimas de 2025, passando de US$ 5.000 nas últimas semanas. Para traders de derivativos (contratos cujo preço depende de outro ativo, como opções e futuros), isso indica que estratégias do início de 2025 podem ter se invertido. A volatilidade alta (fortes oscilações de preço) da energia diminuiu, o que favorece vender prêmio (receber o valor do “seguro” das opções) com estratégias como iron condor (estrutura com opções que busca ganho quando o preço fica dentro de uma faixa) no WTI, em vez de apostar em uma direção como no ano passado. Em moedas, reduzir posições contra o dólar em sinais de mais afrouxamento do Fed pode ser melhor do que apostar na fraqueza ampla do dólar vista no mesmo período do ano passado.
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