Rising Energy Risks For Asian Currencies
A maior oscilação do preço do petróleo (volatilidade, isto é, variações fortes e frequentes) pode fazer essas moedas irem pior, especialmente quando há aversão a risco (investidores evitam ativos mais arriscados). Notícias ligadas à energia podem gerar nova pressão nesse grupo. O risco de conflito prolongado no Oriente Médio também pesa sobre CNY, SGD e MYR. Isso reflete a preocupação com interrupção de oferta de energia e com riscos de preço. Com as tensões no Oriente Médio continuando, há um aumento claro do prêmio de risco de energia. Os contratos futuros do Brent (acordos para comprar/vender petróleo a um preço em uma data futura) ficaram mais instáveis e recentemente passaram de US$ 95 por barril, mostrando a preocupação do mercado com possíveis falhas de oferta. Isso deixa moedas asiáticas de países importadores de petróleo, e mais sensíveis ao risco, especialmente vulneráveis nas próximas semanas.Trading Implications And Currency Exposure
Moedas como a Rúpia Indiana, o Peso Filipino, o Won sul-coreano e o Baht tailandês são as mais expostas a esse choque de energia (mudança brusca de custos e preços causada pelo petróleo). Na Coreia do Sul, a inflação mais recente subiu para 3,4%, quase toda por custos de energia. Já a Índia, que importa mais de 85% do petróleo bruto, enfrenta aumento do déficit em conta corrente (quando o país gasta mais com o exterior do que recebe). Essa pressão tende a piorar essas moedas. Para quem opera, isso aponta para posicionamento esperando enfraquecimento dessas moedas contra o dólar. Comprar opções de venda (put options, contrato que ganha valor se a moeda cair e limita a perda ao custo do prêmio) em KRW ou PHP pode ser uma forma de buscar lucro com desvalorização com risco limitado. Outra alternativa é abrir posição vendida (apostar na queda) em contratos futuros de INR (contratos padronizados negociados em bolsa), uma estratégia mais direta para aproveitar quedas ligadas à conta de importação de petróleo mais cara. O risco também se espalha para o Yuan chinês, o Dólar de Singapura e o Ringgit da Malásia quando a aversão a risco aumenta. Embora essas economias sejam diferentes, elas podem sofrer com uma fuga para segurança (investidores saindo de ativos locais para os considerados mais seguros) e com o efeito inflacionário de energia cara por muito tempo. Também vale considerar efeitos indiretos nessas moedas mais estáveis. Mesmo para um exportador de energia como a Malásia, o sentimento negativo limita os ganhos potenciais do MYR com a alta da receita do petróleo. Isso sugere estratégias que apostem em mais oscilação, como straddles no SGD (estratégia com compra simultânea de opção de compra e de venda para ganhar com grande movimento, para cima ou para baixo), ou posições estruturadas para queda no CNH (yuan offshore, negociado fora da China continental) se o medo no mercado continuar aumentando. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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