Vincent Deluard discute como iniciou sua carreira nos mercados financeiros e o que motivou sua mudança de visão — de pessimista (bearish) com títulos para otimista (bullish) com títulos. A conversa se concentra no arcabouço que ele chama de Rolling Inflation Wave Theory, que usa para interpretar a mudança da dinâmica inflacionária e suas implicações para juros e precificação de bonds. O trecho também aborda como essas bases analíticas se traduzem em posicionamento atual de mercado e avaliação de risco nas principais classes de ativos.
Coach apresenta as visões de Deluard sobre moedas em paralelo à discussão de juros, descrevendo uma perspectiva construtiva para o iene japonês e uma visão negativa para o euro. A conversa enquadra essas posições como parte de uma leitura macro mais ampla que conecta ondas de inflação, expectativas de política monetária e valor relativo entre mercados. Nenhum dado numérico ou estatística de performance é fornecido na descrição da fonte.
Perspectiva para o mercado de títulos e estratégias com derivativos
Acreditamos que traders de derivativos devem se posicionar de forma agressiva para um rali de títulos nas próximas semanas, à medida que indicadores macroeconômicos sinalizam uma fase de arrefecimento. Com os yields dos Treasuries de 10 anos dos EUA se estabilizando após um ano altamente volátil, a compra de opções de compra (calls) de duration longa em títulos oferece um perfil de risco-retorno atrativo. É possível capturar uma alta relevante mirando futuros de Treasuries de longo prazo, conforme os yields recuam no curto prazo.
Nossa visão é moldada pelo modelo de ondas inflacionárias em rolagem, que sugere que a inflação se move em ondas cíclicas, e não em linha reta. Historicamente, em eras de inflação com múltiplas ondas — como nos anos 1970 — ativos de renda fixa tiveram fortes ralis de alívio, de até 15%, entre picos de inflação, quando o crescimento econômico enfraquecia temporariamente. Estamos nos posicionando para uma janela de alívio semelhante agora, o que significa que traders devem comprar nas quedas (“buy the dips”) em derivativos de renda fixa antes que a próxima onda estrutural eventualmente chegue.
Visões para moedas: força do iene e fraqueza do euro
Nos mercados de câmbio, estamos fortemente favoráveis ao iene japonês e esperamos que ele se fortaleça ainda mais nas próximas semanas. O desmonte do carry trade global, acelerado pelas altas de juros do Banco do Japão a partir de níveis negativos, alterou de forma estrutural a dinâmica global das moedas. Recomendamos a compra de opções de compra (calls) de JPY, antecipando a continuidade do rali à medida que fluxos globais de capital retornam a ativos japoneses considerados mais seguros.
Por outro lado, adotamos uma postura fortemente pessimista (bearish) em relação ao euro, devido à estagnação econômica profunda em toda a Zona do Euro, evidenciada pela manutenção do setor manufatureiro da Alemanha em contração. Com o Banco Central Europeu obrigado a cortar juros de maneira mais agressiva para evitar uma recessão mais severa, a moeda comum enfrenta forte pressão de baixa. Sugerimos operar essa fraqueza por meio da compra de opções de venda (puts) de EUR/USD, buscando se beneficiar de uma queda projetada no par.
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