Mudança nos fatores que movem o EUR/USD
Novas altas são ligadas a uma possível redução de tensão no Golfo, incluindo a reabertura do Estreito de Hormuz, e à queda do petróleo. Também se cita como apoio a expectativa de altas de juros pelo BCE (Banco Central Europeu), com a possibilidade de voltar acima de 1,20. Notamos que o EUR/USD não está subindo tanto quanto a diferença de juros sugeriria. Em 2025, o par subiu bastante por causa da crença de que o novo governo queria um dólar mais fraco. Agora, o dólar é sustentado por uma economia dos EUA mais forte e por ser visto como um lugar seguro para investir durante conflitos. Os dados econômicos mostram essa diferença: as projeções para o crescimento dos EUA no primeiro trimestre estão perto de 2,8%, bem acima dos 0,9% esperados para a zona do euro. Esse desempenho mais forte nos EUA, junto com a menor sensibilidade do país à recente alta do petróleo, limitou o potencial de alta do euro. A alta recente até 1,18 apenas apagou as perdas desde o início do conflito no Golfo. Mas o cenário parece estar mudando nesta semana. Há sinais iniciais de redução de tensão no Golfo, e seguradoras estariam reduzindo os prêmios de risco (valor extra cobrado para cobrir um perigo maior) para navios que passam pelo Estreito de Hormuz. Isso ajudou o petróleo Brent (tipo de petróleo usado como referência de preço no mundo) a cair 8% na última semana, trazendo alívio para a zona do euro, que depende mais de energia.Considerações sobre estratégia com opções
Com a inflação de março na zona do euro ainda acima de 3%, o mercado agora vê 75% de chance de alta de juros pelo BCE até junho, enquanto o Fed (banco central dos EUA) deve manter os juros. Para quem opera derivativos (contratos financeiros cujo preço depende de outro ativo, como câmbio ou juros), essa diferença crescente de política monetária sugere que comprar opções de compra (call, contrato que dá o direito de comprar a um preço fixo) de EUR/USD com preço de exercício (strike, o preço fixo do contrato) perto de 1,20 pode fazer sentido. Essa estratégia permite ganhar com uma alta forte se a tensão continuar diminuindo. Operadores devem considerar opções com vencimento nos próximos um a três meses para capturar essa possível mudança de sentimento. A volatilidade implícita (expectativa do mercado para a oscilação futura de preço, embutida no valor das opções) subiu por causa do conflito, mas, se a tensão cair, essas opções podem ficar mais baratas. Isso cria uma chance de se posicionar para uma alta acima de 1,20 com risco definido com clareza.
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