Reação do mercado e esclarecimento dos dados
Após a divulgação, o Índice do Dólar (medida do valor do dólar contra uma cesta de moedas) continuou a se recuperar e subiu 0,3% no dia, para 99,45. Uma correção às 15:11 GMT esclareceu que o PMI de Serviços de março foi 51,1, e não 51,5.Implicações para trade e posicionamento
Dados recentes mostram que a economia gerou apenas 180.000 empregos no mês passado, abaixo do esperado, sugerindo perda de força. Isso dá ao Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) um motivo para reduzir juros e evitar uma queda mais forte. Por isso, esperamos mais volatilidade (oscilações rápidas de preço) nas próximas divulgações, principalmente de emprego e inflação. Traders podem considerar comprar volatilidade antes da próxima reunião do FOMC (comitê do Fed que decide os juros). Estratégias com opções (contratos que dão o direito de comprar ou vender um ativo por um preço definido) como straddles (comprar uma opção de compra e uma de venda ao mesmo tempo, para lucrar com grande movimento para qualquer lado) nos ETFs SPY ou QQQ (fundos negociados em bolsa que acompanham índices) podem funcionar, porque uma surpresa do Fed tende a causar reação forte. O VIX (índice de volatilidade da CBOE, conhecido como “índice do medo”) perto de 14 é baixo em termos históricos, deixando as opções relativamente baratas. O dólar dos EUA, agora por volta de 103,10, sofre pressão pela perspectiva de cortes de juros. Acreditamos que traders de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros) podem buscar posições de baixa no dólar contra moedas cujos bancos centrais devem manter juros, como o euro. Comprar puts (opções de venda, que ganham valor se o preço cair) no Invesco DB US Dollar Index Bullish Fund (UUP) é uma forma direta de se posicionar para uma queda. O mercado de juros já precifica alta chance do primeiro corte acontecer até julho de 2026, com os fed funds futures (contratos futuros que refletem a expectativa para a taxa básica do Fed) indicando 75%. Traders podem se posicionar para uma “inclinação maior” da curva de juros (diferença maior entre juros curtos e longos), em que os juros de longo prazo caem menos do que os de curto prazo. Isso pode ser feito com contratos futuros em partes diferentes da curva, como os títulos do Tesouro de 2 e 10 anos.
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