
A ação da Figma é o papel negociado em bolsa da Figma, Inc., uma plataforma de design e desenvolvimento de produtos na nuvem (ou seja, usada pela internet, sem instalar programa no computador), listada na Bolsa de Nova York (NYSE) sob o código FIG. A empresa abriu capital em 31 de julho de 2025, com preço de IPO de US$ 33 por ação. Em 26 de agosto de 2026, o papel era negociado perto de US$ 27,03, o que dá à empresa um valor de mercado (market cap, a soma do valor de todas as ações) de cerca de US$ 14,4 bilhões.
Poucas aberturas de capital nos últimos anos oscilaram tanto. As ações terminaram o primeiro pregão em US$ 115,50 e chegaram a US$ 142,92 em poucas semanas, levando a Figma a valer perto de US$ 68 bilhões, antes de cair para cerca de um quinto disso. Ainda assim, o negócio não piorou: a receita cresceu 48% no trimestre mais recente. Entender a diferença entre esse crescimento e o preço da ação ajuda mais do que acompanhar apenas manchetes.
Principais pontos
- A ação da Figma é negociada na Bolsa de Nova York (NYSE) sob o código FIG, após a listagem em 31 de julho de 2025 a um preço de IPO de US$ 33 por ação. Esse preço avaliou a empresa em US$ 19,3 bilhões e captou cerca de US$ 1,2 bilhão.
- As ações fecharam o primeiro dia em US$ 115,50, alta de cerca de 250%, e atingiram US$ 142,92 em agosto de 2025.
- Em 26 de agosto de 2026, a ação era negociada perto de US$ 27, com valor de mercado de aproximadamente US$ 14,4 bilhões e faixa de 52 semanas (mínima e máxima do último ano) entre US$ 16,60 e US$ 72,11.
- A receita do 2º trimestre de 2026 subiu 48% em relação ao mesmo período do ano anterior (ano a ano), para US$ 370,1 milhões, mas a empresa registrou prejuízo líquido de US$ 112,2 milhões, com aumento de gastos em IA (inteligência artificial, sistemas que aprendem com dados) e com pesquisa.
- O cofundador e CEO Dylan Field controla cerca de 73,6% do poder de voto por meio de uma estrutura de ações com classes diferentes (dual-class), o que reduz a influência de outros acionistas.
- É possível operar FIG comprado ou vendido via CFDs de ações (Contrato por Diferença: um derivativo em que você lucra ou perde com a variação do preço, sem ter a ação). A alavancagem (operar com dinheiro “emprestado” da corretora) amplifica ganhos e perdas.
O que é a ação da Figma?
A ação da Figma é o papel negociado em bolsa da Figma, Inc., uma plataforma de design e desenvolvimento de produtos na nuvem, listada na Bolsa de Nova York (NYSE) sob o código FIG. Comprar a ação dá ao investidor participação nos resultados futuros da empresa, embora a Figma ainda não apresente lucro nas demonstrações contábeis divulgadas.
A Figma é uma ferramenta de design colaborativo usada no navegador. Times de produto usam para criar interfaces, protótipos interativos (modelos que simulam o uso) e sistemas de design (conjunto de padrões visuais), e depois repassar aos desenvolvedores sem precisar exportar arquivos. O FigJam, produto complementar, é um quadro branco online para reuniões e planejamento. A ideia é transformar o design em um espaço compartilhado, e não em um programa individual. Por isso a empresa informa retenção líquida em dólares (net dollar retention) de 136%: clientes atuais aumentam o gasto ao longo do tempo conforme mais pessoas do time passam a usar.
Para quem opera, o ponto principal é que FIG é uma ação listada nos EUA. A negociação ocorre no horário de Nova York, e o acesso fora dos Estados Unidos costuma ser via corretora internacional que ofereça ações americanas ou CFDs de ações.
IPO da Figma: data, preço e primeiro dia
A data do IPO da Figma foi 31 de julho de 2025, quando a ação começou a ser negociada na NYSE. O preço foi definido na noite anterior.
O preço do IPO da Figma foi US$ 33 por ação para 36.937.080 ações Classe A. Esse valor foi elevado duas vezes durante a “roadshow” (rodada de apresentações a investidores), primeiro de uma faixa inicial de US$ 25 a US$ 28, depois para US$ 30 a US$ 32, após a demanda ter sido indicada como cerca de 40 vezes maior que a oferta (oversubscrição). A US$ 33, a oferta captou aproximadamente US$ 1,2 bilhão e avaliou a Figma em US$ 19,3 bilhões.
O que veio depois foi o que marcou. A primeira negociação saiu a US$ 85, o que já sugeria cerca de US$ 50 bilhões de valor antes de as grandes alocações para investidores institucionais (fundos e gestoras) mudarem de mãos. A negociação chegou a ser interrompida (halt, pausa da bolsa) quando passou de US$ 112. O fechamento foi em US$ 115,50, alta de aproximadamente 250% sobre o preço do IPO, levando a empresa a valer perto de US$ 68 bilhões. A ação atingiu máxima histórica de US$ 142,92 em agosto de 2025.
Esse salto no primeiro dia é essencial para ler o gráfico depois. Uma ação que quadruplica no primeiro pregão passa a ser comparada a um preço que não refletia os fundamentos (dados do negócio) naquele momento. Parte da queda desde então reflete esse “ajuste”, e não necessariamente piora do negócio.
O histórico corporativo também importa. A Adobe concordou em comprar a Figma por cerca de US$ 20 bilhões em setembro de 2022. O acordo foi cancelado em dezembro de 2023 após questionamentos de órgãos de concorrência do Reino Unido (Competition and Markets Authority) e da Europa, com a Adobe pagando multa de rescisão de US$ 1 bilhão. A Figma abriu capital como empresa independente porque essa compra não aconteceu.
Visão geral da ação da Figma: cotação, valor de mercado e números
Os dados abaixo mostram onde a ação é negociada hoje, o quanto variou no último ano e o que a empresa reportou no trimestre mais recente.
Preço atual da ação da Figma
Em 26 de agosto de 2026, a ação da Figma estava em cerca de US$ 27,03, após recuperação de aproximadamente 60% desde a mínima.
Faixa de 52 semanas
A ação variou entre US$ 16,60 e US$ 72,11 nas últimas 52 semanas. Uma distância de mais de quatro vezes entre máxima e mínima em um ano coloca a FIG entre as ações mais voláteis (com grandes oscilações) da NYSE. Para quem investe e carrega por anos, isso pode importar menos. Para quem usa produto alavancado, importa mais, porque a alavancagem aumenta o impacto das oscilações no saldo da conta.
Valor de mercado (market cap) da Figma
O valor de mercado da Figma é de cerca de US$ 14,4 bilhões, com base em aproximadamente 533 milhões de ações em circulação (outstanding shares, ações existentes no mercado). Isso fica abaixo de US$ 19,3 bilhões do IPO e perto de um quinto do pico de US$ 68 bilhões do primeiro dia.
Receita, prejuízo e avaliação
| Métrica | Último dado reportado |
|---|---|
| Receita do 2º tri de 2026 | US$ 370,1 milhões, alta de 48% ano a ano |
| Prejuízo líquido do 2º tri de 2026 | US$ 112,2 milhões |
| Margem bruta non-GAAP | 85% (non-GAAP: métrica ajustada que exclui alguns efeitos contábeis) |
| Lucro operacional non-GAAP | US$ 36,1 milhões (margem de 10%) |
| Retenção líquida em dólares | 136% (clientes atuais gastando mais ao longo do tempo) |
| Receita dos últimos 12 meses | US$ 1,28 bilhão |
| Resultado líquido dos últimos 12 meses | Negativo em US$ 1,53 bilhão |
| P/L projetado (forward price/earnings) | Cerca de 99,6 (relação preço/lucro esperado) |
| Projeção de receita para 2026 (guidance) | US$ 1,463 a US$ 1,467 bilhão, alta de cerca de 39% |
Dados do trimestre encerrado em 30 de junho de 2026, divulgados em 5 de agosto de 2026.
Dois pontos chamam atenção. Primeiro, margem bruta de 85% é típica de software, que costuma ter custo baixo para atender mais clientes. Já a margem operacional non-GAAP de 10% indica que o modelo pode gerar lucro hoje, quando se retiram certos ajustes contábeis. Segundo, o prejuízo divulgado é grande, influenciado por remuneração em ações (stock-based compensation, pagamento em ações ou opções após o IPO) e por alta de 101% nos gastos de pesquisa e desenvolvimento, com foco em recursos de IA.
São perdas de naturezas diferentes. A remuneração em ações é um efeito contábil que não sai do caixa naquele momento e tende a diminuir ao longo do tempo, conforme os planos são concluídos. Já o aumento de gastos em pesquisa é decisão de investimento e pode ser reduzido. Isso é diferente de perder dinheiro no produto vendido: na linha de margem bruta, a Figma não mostra esse problema.
Quem controla a Figma?
A estrutura de controle da Figma concentra decisões e reduz a influência de outros acionistas. A empresa usa ações com classes diferentes (dual-class), em que participação econômica (quanto você possui) e poder de voto (capacidade de decidir) não são a mesma coisa.
| Detentor | Participação aproximada | Observação |
|---|---|---|
| Dylan Field (cofundador, CEO) | Cerca de 73,6% do poder de voto | Por ações dual-class e acordos de procuração (proxy); a participação econômica é bem menor |
| Index Ventures | Cerca de 13% | Investidor de venture capital (capital de risco) desde o início |
| Greylock Partners | Cerca de 12% | Investidor de venture capital desde o início |
| Kleiner Perkins | Cerca de 8,6% antes do IPO | Vendeu parte na listagem |
| Sequoia Capital | Cerca de 7% | Vendeu parte na listagem |
| Evan Wallace (cofundador) | Participação avaliada perto de US$ 3,1 bilhões após o IPO | Não atua mais na operação |
As participações são aproximadas e mudam com o fim de períodos de restrição de venda (lock-up) e com divulgações de investidores institucionais.
Na prática, quem compra a ação da Figma é minoritário e tem pouco poder de voto. Dylan Field consegue aprovar a maior parte das decisões sozinho. Investidores focados em governança veem isso como risco, porque acionistas de fora dificilmente mudam rumos. Outros enxergam o controle do fundador como o que permite investir forte em IA sem pressão de curto prazo por resultados trimestrais. A leitura depende de como você avalia esse gasto.
Análise da ação da Figma: o que move o preço?
Uma análise séria precisa juntar dois fatos: a receita acelera, e o preço caiu cerca de 81% desde a máxima. Veja os principais pontos de cada lado.
Pontos que sustentam a tese
Crescimento de receita acelerando. O 2º tri de 2026 foi o terceiro trimestre seguido de aceleração, algo raro para empresas acima de US$ 1 bilhão em receita. A projeção para o ano (guidance, estimativa oficial da empresa) foi elevada.
IA já gera receita. A alta de 48% foi ajudada pelo primeiro período completo cobrando por créditos de IA. Isso transforma parte do custo em receita, uma mudança buscada por empresas de software.
Retenção forte. Retenção líquida em dólares de 136% indica que, mesmo sem novos clientes, a receita cresceria mais de um terço só com aumento de gasto da base atual.
Pressão do lock-up diminuiu. Cerca de 77,7 milhões de ações (aproximadamente US$ 2,1 bilhões) ficaram livres para venda em agosto de 2026. Em vez de derrubar mais o papel, o evento reduziu uma incerteza que afastava compradores. (Lock-up é o período em que controladores e investidores iniciais ficam impedidos de vender ações após o IPO.)
Pontos contra
Prejuízo divulgado aumentou. A mudança para prejuízo operacional em padrão GAAP (regra contábil dos EUA) — com gasto em IA e mais pesquisa — incomodou investidores que esperavam margens típicas de software.
Oferta de ações pesou por meses. A Figma dividiu o fim do lock-up em quatro etapas ao longo de 2026, em vez de uma única data. A primeira liberação foi em 7 de novembro de 2025, e o vencimento de 180 dias veio em 27 de janeiro de 2026, quando a ação já tinha caído a US$ 22,51. A divisão reduziu choques pontuais, mas prolongou a pressão.
Saída de executivos. O anúncio da saída de dois executivos seniores piorou o sentimento após o resultado mais recente.
Concorrência mais forte. Adobe, Canva e novas ferramentas de design com IA competem por partes do mercado. Não são substitutos perfeitos (Figma é mais voltada a design de produto; Canva, a produção de conteúdo), e muitos times usam as duas. Mas novas empresas baseadas em IA ficaram mais baratas de criar, o que eleva a disputa.
Valuation exige crescimento. Um P/L projetado perto de 100 (preço dividido pelo lucro esperado) deixa pouca margem para desaceleração.
Ação da Figma: comprar ou vender?
Não existe uma resposta única, e nada aqui é recomendação. Abaixo estão os pilares de cada visão, para comparação com seus objetivos.
Tese de compra
Produto líder, margem bruta de 85%, retenção líquida em dólares de 136%, três trimestres de aceleração e preço cerca de 81% abaixo do pico pós-IPO. A projeção do ano foi elevada, e a maior liberação de lock-up já ficou para trás. Em 2026, os preços-alvo de analistas em geral ficaram acima do preço atual, embora variem bastante. O alvo revisado do RBC Capital, de US$ 31 com recomendação “desempenho em linha com o setor” (Sector Perform), mostra um tom mais cauteloso.
Tese de venda
A FIG ainda tem P/L projetado perto de 100, segue no prejuízo pelos números divulgados e gasta forte na corrida por IA contra concorrentes maiores. Os custos de pesquisa e desenvolvimento dobraram ano a ano. A estrutura dual-class deixa acionistas de fora com pouca influência sobre esses gastos. Um trimestre de desaceleração tiraria o principal suporte da avaliação.
O que isso significa para traders
Para traders (quem busca movimentos de preço no curto prazo), a questão muda. Como CFDs de ações permitem operar comprado e vendido, dá para expressar tanto a visão de que o preço está barato quanto a de que ainda está caro. Operar “comprado” (long) é tentar ganhar com alta; operar “vendido” (short) é tentar ganhar com queda. Não é preciso ter a ação. A alavancagem aumenta ganhos e perdas, e uma ação com essa variação anual pode se mover rápido contra a posição.
Como operar a ação da Figma
Seja para comprar a ação ou operar a variação via CFD, o processo pode ser dividido em cinco etapas.
1. Pesquise a empresa e o calendário
Leia os resultados trimestrais no site de relações com investidores (investor relations) da Figma. Anote as datas de divulgação e eventuais liberações restantes de lock-up, pois esses eventos já mexeram bastante com a ação.
2. Escolha uma corretora regulada
Fora dos EUA, o acesso a ações americanas costuma vir por corretoras internacionais. A VT Markets oferece CFDs de ações em bolsas dos EUA, Reino Unido, União Europeia e Hong Kong, com alavancagem de até 33:1 em CFDs de ações dos EUA e comissão a partir de US$ 0 por operação. A oferta varia por código, então confirme na lista de instrumentos antes de abrir conta.
3. Decida o tipo de exposição
Comprar a ação torna você acionista. Operar um CFD de ação significa apostar na variação do preço sem ter o papel, com possibilidade de operar vendido e usar alavancagem. Outra alternativa é ter exposição indireta por fundos de tecnologia ou software que incluam FIG entre várias posições.
4. Faça gestão de risco antes de entrar
Defina stop loss (ordem automática para limitar perda), ajuste o tamanho da posição ao seu capital e considere o custo de financiamento overnight (custo para manter posição alavancada de um dia para o outro). Em uma ação que variou de US$ 16,60 a US$ 72,11 em 12 meses, o tamanho da posição costuma ser mais importante do que acertar o melhor ponto de entrada.
5. Acompanhe e revise
Acompanhe o crescimento de receita versus a projeção (guidance), a evolução dos gastos de pesquisa e desenvolvimento e o ritmo de receita gerada por IA. Esses três itens explicam boa parte do comportamento do papel desde a listagem.
Veredito final: onde a ação da Figma estava em 2026
A ação da Figma mostra a diferença entre empresa e preço em bolsa. A empresa cresceu receita 48% ano a ano, tem margem bruta de 85%, retenção líquida em dólares de 136% e elevou a projeção do ano. Já o preço caiu cerca de 81% desde o pico de agosto de 2025, passou abaixo do preço do IPO e só recentemente começou a se recuperar da mínima de US$ 16,60.
As duas coisas podem acontecer ao mesmo tempo porque o preço do primeiro dia (US$ 115,50) não refletia os fundamentos e porque liberações escalonadas de lock-up aumentaram a oferta de ações no mercado por meses. Com a maior dessas liberações já realizada, o foco volta à operação: se a receita com IA consegue sustentar o crescimento enquanto o nível de gasto segue alto.