USDX se mantém perto de 101,4 antes do relatório de empregos dos EUA

by VT Markets
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Jul 2, 2026

Pontos-chave

  • O Índice do Dólar (USDX) ficou perto de 101,4, enquanto o mercado esperava o relatório de emprego de junho.
  • A desaceleração das contratações no setor privado dos EUA levantou dúvidas sobre o fôlego do mercado de trabalho.
  • O mercado seguiu precificando mais de 60% de chance de alta de juros pelo Fed em setembro.
  • A retomada do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz e sinais de avanço em conversas indiretas entre EUA e Irã derrubaram o preço do petróleo.
  • Gestores de reservas estudam reduzir a exposição ao dólar no longo prazo, embora a moeda americana ainda seja a principal moeda usada como reserva.

O Índice do Dólar (USDX) — uma medida do valor do dólar frente a uma cesta de moedas fortes — operou quase estável perto de 101,4 na quinta-feira, após um pregão anterior volátil. O mercado aguardava o relatório de emprego de junho, em busca de sinais mais claros sobre o mercado de trabalho dos EUA e sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

O índice resistiu mesmo com dados mostrando que as contratações no setor privado dos EUA desaceleraram mais do que o esperado no mês passado. O presidente do Fed, Kevin Warsh, também afirmou que as expectativas de inflação — a projeção do mercado e das famílias para a alta de preços à frente — arrefeceram no último mês, indicando menos pressão para elevar os juros.

Mesmo assim, ele reafirmou o compromisso do Fed com a estabilidade de preços, ou seja, trazer a inflação para um nível mais controlado. O mercado continuou a precificar mais de 60% de probabilidade de alta de juros pelo Fed em setembro, o que sustentou o dólar antes dos dados de emprego.


Dados de emprego podem definir o próximo rumo do dólar

O relatório de emprego de junho pode definir se o dólar estende a alta recente ou se começa uma correção mais forte (queda após a alta).

Um resultado mais forte indicaria que o mercado de trabalho segue firme, dando ao Fed mais espaço para manter uma postura monetária restritiva (juros altos por mais tempo). Isso reforçaria o argumento para uma alta de juros em setembro e tende a apoiar o dólar.

Um dado mais fraco pode aumentar a preocupação com a desaceleração da demanda por trabalho (menos vagas e contratações). Isso reduziria a expectativa de novas altas de juros e poderia pressionar o DXY (outro nome usado para o índice do dólar).

A reação pode depender não só do número principal de vagas, mas também do crescimento dos salários e da taxa de desemprego. Esses dados ajudam a enxergar melhor as condições do mercado de trabalho e a pressão inflacionária (risco de alta de preços) que vem dos salários.

Queda do petróleo reduz risco de inflação

Notícias sobre o Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passa grande parte do petróleo transportado no mundo — também influenciam as expectativas para o Fed, por afetarem os preços de energia.

A normalização do fluxo de petróleo pela rota, junto com sinais de avanço em conversas indiretas entre EUA e Irã, derrubou o preço do barril. Energia mais barata costuma aliviar a inflação e reduzir a pressão por mais aperto monetário do Fed (novas altas de juros).

Mesmo assim, o relatório de emprego segue como o gatilho mais imediato para o USDX. Um dado firme pode sustentar o índice mesmo com a inflação de energia perdendo força.

Gestores de reservas reduzem gradualmente a dependência do dólar

A pesquisa da OMFIF (instituição que acompanha bancos centrais) aponta uma mudança gradual nas preferências de reservas para os próximos 12 a 24 meses.

Fonte: Bloomberg

O euro aparece com o maior aumento planejado de participação, seguido por outras moedas e pelo renminbi (a moeda da China, também chamada de yuan). O dólar é a única moeda com redução planejada líquida.

Isso não significa uma saída imediata de ativos em dólar. A leitura é de diversificação gradual: bancos centrais e gestores de reservas estão ampliando a divisão do portfólio por causa de riscos geopolíticos e de incertezas sobre o sistema monetário internacional.

Para traders, isso é um tema estrutural (de longo prazo), não um fator de curtíssimo prazo para o USDX. No dia a dia, o índice reage mais aos dados dos EUA, às expectativas para o Fed e aos juros dos Treasuries (títulos do governo americano).

Predomínio do dólar diminui, mas de forma lenta

Os dados de longo prazo mostram que o dólar segue como principal moeda de reserva, embora sua participação esteja caindo aos poucos.

Fonte: Bloomberg

O dólar ainda é, de longe, a maior parcela das reservas globais informadas. Porém, essa fatia diminuiu à medida que bancos centrais foram aumentando, aos poucos, a exposição ao euro e a outras moedas.

O gráfico favorece a ideia de diversificação gradual, não de perda rápida de liderança. O dólar segue no centro das finanças globais por ter alta liquidez (facilidade de comprar e vender), mercados profundos (muito volume e muitos participantes) e papel forte no comércio internacional.

Dados do FMI indicaram que o dólar representava cerca de 56,8% das reservas globais em moeda estrangeira no quarto trimestre de 2025, contra aproximadamente 20,3% do euro e 2% do renminbi.

Níveis importantes para operar

NívelO que os traders estão olhando
102.00Resistência mais ampla caso a força compradora aumente (rompimento para cima)
101.80Topo recente e resistência importante
101.60Resistência de curto prazo dentro da consolidação (movimento de lado)
101.40Região atual de negociação
101.20Primeiro suporte com base no preço recente
101.00Suporte psicológico e técnico importante (número “redondo” e nível do gráfico)
100.80Área de rompimento anterior e suporte secundário
100.50Suporte mais amplo se a correção ganhar força
100.00Suporte psicológico forte

USDX opera perto de 101,4, próximo ao topo da faixa recente. Um movimento sustentado acima de 101,60 pode indicar volta do interesse comprador, enquanto um rompimento confirmado acima de 101,80 colocaria 102,00 no radar.

Na queda, 101,20 é o primeiro suporte a acompanhar. Se perder esse nível, o índice pode mirar 101,00. Abaixo de 101,00, a correção pode se estender até 100,80 ou 100,50.

Cenários de alta e de baixa

CenárioGatilhoPossível reação do mercado
Suporte altistaSegurar acima de 101,20Compradores podem tentar retestar 101,60
Movimento de recuperaçãoRompimento acima de 101,60DXY pode retestar 101,80
Rompimento altistaRompimento acima de 101,80A força pode levar o índice a 102,00
Correção baixistaCair abaixo de 101,20Vendedores podem mirar 101,00
Queda mais fortePerder 101,00DXY pode enfraquecer para 100,80 ou 100,50

O cenário de alta depende de o DXY se manter acima de 101,20 e voltar a 101,60. Isso sinaliza que compradores seguem defendendo a alta recente.

Um sinal altista mais forte exigiria rompimento confirmado acima de 101,80. Passar do topo recente colocaria 102,00 como alvo e sugeriria que a expectativa de juros mais altos no Fed segue dando suporte ao índice.

O cenário de baixa ganha força se o USDX cair abaixo de 101,20. Perder esse nível indicaria que o movimento de lado está virando uma correção maior, aumentando o risco de teste de 101,00.

Uma queda abaixo de 101,00 pode abrir espaço para 100,80 e 100,50. Traders também costumam observar se a pressão vendedora aumenta no rompimento, o que reforça o sinal de baixa.

Aviso

Os níveis de preço e cenários acima refletem a visão do autor no momento da publicação e não são aconselhamento financeiro nem recomendação oficial da VT Markets. Faça sua própria análise e controle o risco.

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O dólar costuma ganhar relevância quando há incerteza sobre o Fed, divulgação de emprego, oscilação do petróleo e tensões geopolíticas.

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Por que operar USDX como CFD?

CFDs permitem montar posição tanto na alta quanto na queda, sem ter o ativo. Como são alavancados (você move um valor maior do que o capital depositado), o risco também é maior.

Isso pode ser útil em momentos de forte volatilidade macroeconômica (oscilações rápidas por causa de dados e notícias), quando emprego, falas do Fed, petróleo e geopolítica mexem com as moedas no curto prazo.

Com a VT Markets, dá para acessar câmbio e outras classes de ativos em uma só conta, facilitando acompanhar oportunidades entre mercados.

O que acompanhar agora

O relatório de emprego de junho é o próximo grande gatilho. Um dado forte pode reforçar a expectativa de política monetária mais dura (juros mais altos) e favorecer o dólar. Um resultado fraco pode diminuir a chance de alta de juros e pressionar o DXY.

Também vale monitorar salários, taxa de desemprego, falas do Fed, juros dos Treasuries (títulos do governo dos EUA) e petróleo. Esses fatores indicam se o dólar consegue romper resistências ou voltar para o meio da faixa recente.

A diversificação de reservas é tema de longo prazo. O dólar ainda domina as carteiras de reserva globais, mas pesquisas sugerem aumento gradual da exposição a outras moedas e ativos.

Por enquanto, a faixa entre 101,20 e 101,80 segue como a principal zona de curto prazo. Acima de 101,80, melhora o cenário de recuperação; abaixo de 101,20, o mercado pode voltar a olhar para 101,00 e 100,50.


Perguntas frequentes

Por que o dólar está perto de 101,4?

O dólar está perto de 101,4 porque o mercado espera o relatório de emprego de junho e, ao mesmo tempo, mantém uma probabilidade relevante de alta de juros pelo Fed em setembro.

Por que o relatório de emprego é importante para o DXY?

O relatório ajuda a medir a força do mercado de trabalho. Um dado forte tende a sustentar a expectativa de juros mais altos; um dado fraco pode reduzir o argumento para novas altas.

Como o Estreito de Ormuz afeta o dólar?

O Estreito de Ormuz influencia o fluxo global de petróleo e o preço da energia. Mais embarques podem derrubar o preço do petróleo, aliviar a inflação e reduzir a pressão para o Fed subir juros.

Por que gestores de reservas estão reduzindo a exposição ao dólar?

Eles buscam mais diversificação com o aumento de riscos geopolíticos e um sistema monetário internacional mais fragmentado. O dólar segue dominante, mas parte das instituições aumenta gradualmente a alocação em euro, renminbi, ouro e outros ativos.

Quais são os níveis mais importantes do DXY?

Os principais níveis são 101,20 como suporte de curto prazo e 101,80 como resistência. Romper 101,80 tende a reforçar o cenário de alta; cair abaixo de 101,20 enfraquece a estrutura atual.

Dá para operar o dólar quando ele cai?

Sim. CFDs de câmbio permitem operar tanto alta quanto queda sem comprar a moeda. Como são produtos alavancados, envolvem risco elevado.

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