Futuros do S&P 500 se estabilizam antes da divulgação dos próximos resultados trimestrais

by VT Markets
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Apr 14, 2026

Pontos principais

  • O índice subiu 1,02% na segunda-feira, recuperando as perdas ligadas ao conflito no Oriente Médio e voltando aos níveis de antes da queda causada pela guerra.
  • Os preços do petróleo seguiram instáveis, com o Brent a US$ 97,90 e o WTI a US$ 96,75, enquanto o mercado reagia às tensões no Estreito de Hormuz.
  • As ações de energia ganharam com o petróleo mais caro antes, mas as ações de tecnologia voltaram a liderar quando o mercado passou a favorecer empresas de crescimento.
  • A temporada de resultados (período em que as empresas divulgam seus lucros e números) virou o foco, com bancos como JPMorgan Chase, Wells Fargo e Citigroup prestes a divulgar seus resultados.

O S&P 500 (índice que reúne 500 grandes empresas dos EUA e serve como termômetro da bolsa) mostrou força nas últimas sessões, com os contratos futuros (acordos para comprar ou vender no futuro, a um preço combinado) estáveis mesmo com tensões geopolíticas (conflitos entre países) e com o fim das negociações de paz entre EUA e Irã.

Na segunda-feira, o índice subiu 1,02%, revertendo as perdas ligadas ao aumento do conflito no Oriente Médio e apagando as quedas desde o início da guerra.

Mesmo com o colapso das negociações de paz entre EUA e Irã no fim de semana, o índice se recuperou, indicando que os investidores ainda confiam no mercado.

Comentários do presidente Trump de que o Irã pode aceitar novas conversas ajudaram a reduzir parte do medo.

Apesar do conflito, muitos investidores seguem focados no cenário econômico de longo prazo, olhando mais para lucros e crescimento das empresas do que para notícias políticas de curto prazo. Essa alta mostra a capacidade do mercado de se ajustar e voltar ao que sustenta a economia.

Preços do petróleo sobem em meio às tensões no Oriente Médio

Enquanto o S&P 500 ficou mais estável, o mercado de petróleo oscilou mais. Os contratos futuros do Brent caíram 1,47% para US$ 97,90 por barril, e o West Texas Intermediate (WTI, referência de petróleo dos EUA) recuou 2,35% para US$ 96,75.

Essas quedas estão ligadas ao aumento das tensões no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Hormuz, onde os EUA iniciaram um bloqueio (ação militar para restringir passagem). Isso aperta a oferta (quantidade disponível) e mexe com os preços.

Com as tensões influenciando o petróleo, analistas comentam o cenário. Rusty Hutson Jr., fundador da Diversified Energy, diz que há fatores que ainda não aparecem totalmente nos preços e que o petróleo deveria estar acima de US$ 100 por barril.

Embora o petróleo mais caro pese para quem consome energia, ele ajudou as ações do setor de energia, que subiram. Ainda assim, o mercado em geral segue de olho na recuperação econômica.

Tecnologia supera energia enquanto o setor de energia perde força

As ações de energia vinham se destacando porque o petróleo mais caro aumentou a expectativa de lucros nas empresas do setor. Porém, com o petróleo mais estável, o setor de tecnologia recuperou força e passou a render mais do que energia.

O gráfico abaixo mostra a mudança: as ações de tecnologia dispararam desde 30 de março, enquanto as de energia começaram a cair. Isso indica que a tecnologia voltou a liderar.

Fonte: Yahoo Finance

A alta recente do Nasdaq Composite (índice focado em empresas de tecnologia e crescimento) reforça essa mudança, com ganhos fortes conforme investidores voltam para ações de crescimento (empresas que tendem a aumentar receita e lucro mais rápido).

Embora energia ainda se beneficie de commodities (matérias-primas negociadas no mercado, como petróleo) mais caras, a tecnologia retomou a liderança. Isso sugere um retorno ao padrão mais comum, em que tecnologia costuma liderar durante a recuperação econômica.

Temporada de resultados pode trazer novos sinais

Com a temporada de resultados em andamento, o mercado vai analisar com atenção os números de instituições financeiras importantes.

Bancos como JPMorgan Chase, Wells Fargo e Citigroup devem divulgar seus resultados trimestrais nesta semana, trazendo sinais sobre a saúde do setor financeiro e sobre como as empresas estão lidando com riscos geopolíticos maiores.

O desempenho dos bancos é especialmente importante neste trimestre, porque investidores procuram sinais de estabilidade em um cenário global incerto.

O Goldman Sachs divulgou resultados fortes: US$ 17,55 por ação (lucro por ação, ou quanto a empresa lucrou dividido pelo número de ações) e US$ 17,23 bilhões em receita (faturamento), acima do esperado.

Mesmo assim, o resultado foi misto: a queda na receita de negociação de renda fixa (compra e venda de títulos, como títulos públicos e dívida de empresas) foi compensada por bons ganhos em banco de investimento (área que faz fusões e aquisições e ajuda empresas a captar dinheiro).

Agora, o foco passa para os próximos bancos. Se os resultados vierem sólidos, pode aumentar a visão de que a economia está lidando bem com esses riscos, apoiando o S&P 500.

Análise técnica

O índice formou um fundo local (mínima recente antes de voltar a subir) perto de 6318,04 em 30 de março. Desde então, manteve uma tendência de alta (movimento de subida) com topos e fundos mais altos. O preço atual de 6906,75 está logo abaixo do pico recente de 6907,00, sugerindo teste de resistência (região onde o preço costuma ter dificuldade para passar).

O indicador MACD (medida de impulso/tendência baseada em médias de preço) mostrou um cruzamento de alta (sinal de força compradora) por volta de 6 de abril. O histograma do MACD (barras que mostram a força do movimento) está positivo (barras verdes), mas o impulso parece perder força, já que as barras diminuem. Se as linhas se aproximarem, pode indicar consolidação (preço andando de lado) ou uma leve queda antes de nova alta.

Níveis importantes:

  • Suporte (região onde o preço costuma encontrar “chão”): 6889
  • Resistência (região onde o preço costuma travar): 7000

O que traders devem acompanhar

O próximo movimento do S&P 500 depende de como o mercado vai reagir aos próximos resultados dos grandes bancos e se as tensões geopolíticas, especialmente entre EUA e Irã, vão piorar ou se acalmar.

Traders (pessoas que compram e vendem para lucrar com variações de preço) também vão acompanhar o petróleo, porque mudanças fortes podem afetar as ações de energia e o humor do mercado. Se tecnologia continuar subindo e energia estabilizar, o S&P 500 pode manter os ganhos.

Mas, se os preços de energia dispararem de novo ou os riscos geopolíticos aumentarem, o índice pode ter dificuldade para segurar os níveis atuais.

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