O ouro operou abaixo de US$ 4.150 após não conseguir estender a alta da sessão asiática, embora tenha interrompido uma sequência de três quedas, à medida que o dólar americano enfraqueceu com a queda dos rendimentos dos Treasuries. O CPI mais forte de quarta-feira inicialmente elevou as expectativas de novas altas de juros, mas o movimento perdeu força quando os mercados avaliaram que o Federal Reserve dificilmente agiria de forma imediata, o que deu suporte ao metal sem rendimento, mesmo com pressões inflacionárias mais amplas mantendo a incerteza sobre a política monetária elevada.
O BLS informou que o CPI cheio subiu para 3,7% na comparação anual, ante 3,4%, enquanto o CPI núcleo avançou para 2,6%, ante 2,4%, levando a uma reavaliação da trajetória do Fed. O FXS Speechtracker atribuiu a Mary Daly 6,8/10, contra uma média histórica de 6,1/10, e o FXS Fed Sentiment Index recuou 0,84 ponto, para 128,17. O mercado ainda precifica mais de 85% de chance de mais uma alta até o fim do ano, com os riscos no Oriente Médio também no radar após um navio porta-contêiner afundar no Estreito de Ormuz depois de um ataque com projétil e com os houthis mantendo ofensivas; a atenção se volta para o PPI dos EUA e para um discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, nas reuniões do FMI e do Banco Mundial. No técnico, o XAU/USD segue limitado abaixo da SMA de 100 períodos no gráfico de 4 horas, com MACD negativo; a resistência aparece perto de US$ 4.215–US$ 4.220 e o suporte em torno de US$ 4.075–US$ 4.065.
Estratégia de Negociação e Perspectiva Técnica
Devemos evitar correr para posições altistas agressivas em derivativos de ouro enquanto ele continuar sendo negociado abaixo de US$ 4.150. Os indicadores técnicos mostram pressão baixista residual, com a média móvel de 100 períodos limitando as oscilações de preço perto de US$ 4.180. Historicamente, iniciar posições compradas quando as probabilidades de alta de juros superam 85% traz risco elevado; portanto, precisamos aguardar um rompimento sustentado acima de US$ 4.215–US$ 4.220 antes de mirar novas altas.
Na ponta negativa, precisamos monitorar muito de perto o suporte imediato em US$ 4.100. Uma quebra abaixo desse nível abre espaço para a zona-chave de demanda em US$ 4.075–US$ 4.065, onde o preço do ouro recentemente reagiu a partir de uma mínima de uma semana. Se os vendedores empurrarem a ação de preço abaixo de US$ 4.065, devemos mudar para estratégias baixistas com derivativos para aproveitar um novo rompimento para baixo.
Gestão de Risco Macro e Geopolítico
Eventos macroeconômicos devem provocar oscilações relevantes nas próximas sessões, após o salto recente da inflação cheia dos EUA de 3,4% para 3,7%. Com o índice de preços ao produtor (PPI) previsto para hoje e o presidente do Fed, Kevin Warsh, falando na sexta-feira, as expectativas do mercado para a política monetária estão mudando rapidamente. Podemos usar estratégias com opções de risco definido para negociar a volatilidade resultante sem expor a carteira a riscos direcionais sem hedge.
Conflitos geopolíticos no Oriente Médio, incluindo ataques com drones e interrupções no transporte marítimo perto do Estreito de Ormuz, adicionam um prêmio de risco persistente às commodities. Em eventos semelhantes de choque do lado da oferta, métricas de volatilidade histórica mostram que os prêmios das opções de ouro frequentemente sobem rapidamente, à medida que traders correm para se proteger contra riscos de cauda. Devemos manter stops rigorosos em todas as posições ativas, já que fluxos concorrentes de porto seguro entre o metal amarelo e o dólar americano podem gerar movimentos erráticos em “vai e volta”.
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