O ouro (XAU/USD) subiu na sexta-feira, com um Dólar americano mais fraco e um recuo moderado nos rendimentos dos Treasuries dos EUA sustentando a demanda. O par avançou de uma mínima de dois meses em US$ 4.066 na quarta-feira para máximas da sessão pouco acima de US$ 4.200 na Europa, antes de devolver parte dos ganhos em direção à região de US$ 4.183; por último, era cotado a US$ 4.187,01. Os rendimentos cederam na quinta-feira após uma demanda robusta em um leilão de Títulos do Tesouro dos EUA de 30 anos, o que ajudou a achatar a curva de juros e favoreceu um leve apetite por risco, com impacto negativo sobre o Dólar.
Em outras frentes, o Brent permaneceu acima de US$ 100 o barril, adicionando pressão inflacionária e mantendo viva a perspectiva de custos de financiamento mais altos. O presidente do Fed de St. Louis, Alberto Musalem, afirmou que será necessária mais política monetária para trazer a inflação de volta à meta de 2% — um pano de fundo que pode limitar novas quedas do Dólar. Do ponto de vista técnico, o ouro segue acima da resistência de linha de tendência de baixa retomada a partir das máximas de agosto, mas ainda testa o teto em US$ 4.200; os indicadores de momentum mostravam força, com o RSI (14) no gráfico de 4 horas perto de 60 e o MACD no positivo. A resistência é vista entre US$ 4.190 e US$ 4.240, com US$ 4.300 no radar em caso de rompimento, enquanto o suporte fica perto de US$ 4.170, depois em US$ 4.070 e US$ 4.000.
Volatilidade do preço do ouro e considerações técnicas
Aconselhamos os traders de derivativos a se prepararem para uma volatilidade elevada à medida que o ouro se recupera da mínima de dois meses de US$ 4.066 em direção ao nível crítico de resistência em US$ 4.200. Essa recuperação é impulsionada por um Dólar americano mais fraco e pela queda dos rendimentos dos Treasuries após um leilão de papéis de 30 anos muito bem-sucedido. Devemos monitorar de perto se o metal precioso conseguirá se firmar de forma consistente acima dessa barreira imediata nos próximos dias.
Os preços elevados do petróleo estão complicando o cenário, com o Brent mantendo-se acima de US$ 100 o barril e preservando a inflação global em patamares altos. Essa inflação persistente levou dirigentes do Federal Reserve a alertarem que um aperto monetário adicional ainda pode ser necessário para atingir a meta de 2%. Considerando que bancos centrais compraram mais de 1.000 toneladas métricas de ouro por ano nos últimos anos, esperamos que essa forte demanda estrutural se choque com o vento contrário de juros elevados.
Estratégias de trading e mitigação de risco
Tecnicamente, o momentum favorece os compradores, já que o Índice de Força Relativa (RSI) de 4 horas permanece forte perto de 60. Se observarmos um rompimento limpo, com confirmação acima da zona de resistência em US$ 4.240, isso pode abrir espaço para um movimento em direção a US$ 4.300. Traders podem buscar capturar essa possível valorização por meio de estratégias em derivativos com viés comprado, como opções ou contratos alavancados.
No entanto, também precisamos nos preparar para riscos de queda caso o Dólar americano se fortaleça repentinamente diante de comentários mais “hawkish” de autoridades monetárias. Um fracasso em sustentar o suporte em US$ 4.170 pode rapidamente levar os preços de volta para perto da mínima de dois meses em US$ 4.070. Para mitigar esses riscos, recomendamos a configuração de ordens de stop-loss disciplinadas logo abaixo desses suportes estruturais-chave.
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