As reservas do banco central da Rússia caíram para US$ 753,5 bilhões, ante US$ 774,2 bilhões no período anterior. A queda de US$ 20,7 bilhões representa um recuo no estoque de ativos externos mantidos pela autoridade monetária.
A mudança deixa as reservas abaixo do patamar anterior de US$ 774,2 bilhões, em US$ 753,5 bilhões. Não foi detalhada uma decomposição adicional nos dados citados.
Consequências Para Mercados Cambiais E Derivativos
A queda repentina de US$ 20,7 bilhões nas reservas do banco central da Rússia, para US$ 753,5 bilhões, sinaliza uma forte intervenção cambial para sustentar o rublo, que enfrenta dificuldades. Recomendamos que operadores de derivativos se preparem para maior volatilidade em pares de moedas de emergentes e em opções exóticas de USD/RUB. É altamente recomendável fazer hedge de exposições compradas em ativos do Leste Europeu, à medida que a liquidez regional segue se deteriorando.
Impacto No Mercado De Commodities E Resposta De Política
Historicamente, quedas súbitas de reservas superiores a 2,6% levam bancos centrais a liquidar ativos líquidos, mexendo com mesas globais de commodities. Esperamos que esse escoamento de reservas injete volatilidade imediata em futuros de ouro e opções de Brent, especialmente dado o papel relevante da Rússia nos mercados de energia. Operadores devem considerar a compra de straddles de curto prazo em ouro para capturar esses movimentos bruscos e imprevisíveis.
Com menos reservas para defender sua moeda, o banco central russo pode ser forçado a elevar a taxa básica ainda mais, acima do nível atual de 21%. Sugerimos posicionamento em swaps de juros e non-deliverable forwards (NDFs) para aproveitar esses ajustes de política. Monitorar a próxima reunião de política monetária do banco central, mais adiante em setembro, será crucial para calibrar o timing dessas estratégias com derivativos.
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