As vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA caíram 2,2% na comparação anual em julho, piorando em relação à queda de 0,3% no período anterior. Os dados apontam para uma atividade de contratos mais fraca do que há um ano.
A passagem de -0,3% para -2,2% indica uma contração anual mais forte no “pipeline” de transações de imóveis já existentes — métrica que pode antecipar os fechamentos no curto prazo. O número de julho sugere que a demanda arrefeceu em relação ao ano passado, com a taxa anual se aprofundando em território negativo.
Reação do Mercado e Expectativas de Corte de Juros
Precisamos reagir rapidamente à queda acentuada das vendas pendentes de imóveis nos EUA para -2,2% a/a, o que confirma que o mercado imobiliário está esfriando mais rápido do que o esperado. Essa piora a partir de -0,3% sugere que os custos elevados de financiamento finalmente estão minando a demanda do consumidor. Esperamos que essa fraqueza reacenda apostas mais agressivas em cortes de juros pelo Federal Reserve nas próximas semanas.
Para capturar essa tendência, devemos nos posicionar para queda dos yields, tomando posição comprada em futuros da T-Note de 10 anos. Historicamente, quando a atividade imobiliária perde tração, os rendimentos dos Treasuries tendem a recuar à medida que os investidores precificam afrouxamento monetário. Os futuros de Fed funds já indicam maior probabilidade de cortes à frente, tornando posições compradas em futuros de SOFR bastante atraentes.
Operações Setoriais e de Câmbio
Também sugerimos mirar diretamente o setor de habitação com opções sobre o ETF SPDR S&P Homebuilders (XHB). Embora as ações de construtoras tenham mostrado resiliência temporária, a compra de puts de curto prazo pode servir como hedge contra uma correção iminente, à medida que vendas fracas se traduzem em menor receita para as empresas. Alternativamente, a venda (lançamento) de calls sobre grandes REITs permite capturar prêmio enquanto o setor enfrenta ventos contrários persistentes.
Por fim, esperamos que o dólar americano sofra pressão baixista à medida que aumentam as expectativas domésticas de corte de juros. Ficar vendido no índice do dólar (DXY) via futuros ou comprar calls de EUR/USD oferece uma tese macroeconômica direta. Historicamente, um setor imobiliário enfraquecido tende a pesar sobre a força do dólar, especialmente quando outros grandes bancos centrais estão mantendo os juros estáveis.
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