A libra esterlina operava marginalmente em alta frente ao dólar e superava seus pares do G10 em um pregão misto, com melhora do tom de mercado. As próximas divulgações macro do Reino Unido estavam no radar, com a agenda de quinta-feira trazendo a leitura preliminar do PIB do 2º trimestre, além de dados mensais de comércio exterior e de produção industrial.
Do ponto de vista técnico, a configuração seguia construtiva, com o RSI em novas máximas. Os próximos alvos de alta estão na máxima de meados de julho, na faixa de 1,35, e, depois, no topo de 1º de maio, na região de 1,36. O suporte era indicado próximo de 1,3400, enquanto o intervalo de negociação de curto prazo era delimitado entre 1,3480 e 1,3580.
Desempenho superior da libra e próximas divulgações de dados
A libra esterlina vem mostrando força relevante frente ao dólar, liderando entre as moedas do G10 à medida que o apetite por risco melhora. Esse movimento de alta passa por um teste importante amanhã com a divulgação do PIB preliminar do 2º tri do Reino Unido, além dos números de comércio e produção industrial. Operadores de derivativos devem se preparar para maior volatilidade, já que esses dados tendem a orientar a próxima pernada direcional.
Viés altista, níveis técnicos e estratégias de negociação
Com os indicadores técnicos de curto prazo apontando viés altista e o Índice de Força Relativa (RSI) renovando máximas, a tendência de menor resistência segue sendo para cima. A recomendação é considerar estratégias altistas com opções, como compra de calls de curto vencimento ou estruturas de bull call spread mirando a região de 1,35 a 1,36. Caso o PIB venha acima do esperado, esses alvos podem ser atingidos rapidamente.
Para se proteger de reversões abruptas, é essencial monitorar o suporte consistente em 1,3400, enquanto o range imediato permanece entre 1,3480 e 1,3580. Traders podem avaliar a colocação de ordens de stop-loss em posições compradas logo abaixo de 1,3400 para limitar o risco de queda. Historicamente, as sessões de agosto costumam ter liquidez mais baixa, o que frequentemente amplifica oscilações em dias de divulgação de dados relevantes.
Indicadores recentes sugerem que a economia britânica tem se mostrado resiliente, com o crescimento trimestral do PIB anterior em média ao redor de 0,3% e a inflação próxima da meta de 2% do Banco da Inglaterra. As projeções do consenso para o PIB do 2º tri apontam continuidade da expansão, o que reforçaria a vantagem de rendimento (yield) da libra em relação ao dólar. Explorar esse diferencial por meio de contratos de swap alavancados ou posições compradas em futuros de libra parece bastante favorável nas próximas semanas.
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