Brasil e México enfrentam um ambiente de política monetária mais favorável no curto prazo após a decisão do Federal Reserve, à medida que os juros curtos dos EUA ficaram mais ancorados. A alta das taxas de breakeven nos EUA enfraqueceu o argumento para yields reais mais elevados no país, uma mudança que favorece a duration de mercados emergentes. Ao mesmo tempo, a queda dos juros curtos em dólar melhorou as condições gerais de risco-retorno, embora a volatilidade entre ativos e a incerteza geopolítica tenham limitado o avanço do carry trade global.
Na América Latina, o valor relativo aparece mais em dívida soberana do que em FX, com o posicionamento descrito como “lotado” e o potencial de alta visto como restrito. Títulos soberanos da região tiveram desempenho inferior até o fim de junho e o início de julho, abrindo espaço para um rebalanceamento de portfólios em direção ao fim do mês. Juros reais mais baixos nos EUA, combinados à fraqueza do dólar, também devem melhorar o cenário de inflação via canal das importações, enquanto a região é caracterizada como menos exposta a estresse global de oferta; menores razões de hedge são apontadas como forma de manter alguma exposição cambial.
Afrouxamento do Fed Cria Oportunidades para os Mercados Latino-Americanos
Estamos acompanhando de perto os mercados latino-americanos, já que o recente afrouxamento monetário do Federal Reserve abre uma janela bastante favorável para traders de derivativos. Com os juros curtos dos EUA agora mais ancorados — o yield do Treasury de 2 anos tem oscilado em torno de 3,8% neste verão, abaixo dos picos de 2024 — bancos centrais regionais, como os do Brasil e do México, ganharam um necessário alívio. Essa mudança reduz de forma relevante a pressão sobre as moedas de emergentes e abre uma oportunidade para capturar carrego.
Posicionamento para Desempenho Superior em Dívida Soberana
Para as próximas semanas, recomendamos que traders de derivativos priorizem dívida soberana de maior duration em vez de exposição direta a câmbio. Os títulos em moeda local da América Latina tiveram performance abaixo do esperado no começo do verão, mas agora estão bem posicionados para um forte repique técnico, conforme o capital global se rebalanceia. Dados históricos mostram que, quando os juros reais dos EUA caem, os bonds soberanos de emergentes tendem a superar estratégias em FX à vista — que, no momento, sofrem com posicionamento excessivo e potencial de alta limitado.
Para maximizar retornos, os traders podem usar swaps de juros e opções para travar esses yields locais elevados antes que os bancos centrais da região acelerem seus próprios cortes de juros. No Brasil, onde a Selic segue bastante restritiva, e no México, onde o Banxico ajusta sua orientação de política monetária, derivativos de dívida soberana oferecem um perfil de risco-retorno muito atrativo. Ao mesmo tempo, sugerimos manter as razões de hedge um pouco menores do que o usual, para capturar passivamente eventual ganho adicional com o fortalecimento das moedas locais.
Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.