A libra esterlina ficou praticamente estável na sexta-feira, com o GBP/USD em 1,3458 após recuo de 0,02%, enquanto o dólar americano se recuperava depois de uma queda associada a intervenção que levou o Índice do Dólar (DXY) ao menor nível em 30 dias. Ainda assim, a moeda norte-americana caminhava para encerrar a semana com perda superior a 1,30%, mesmo com dados dos EUA indicando melhora no sentimento das famílias: o índice da Universidade de Michigan foi revisado para 55,2, de 54,4, enquanto as expectativas de inflação de um e cinco anos se mantiveram em 4,2% e 3,3%. Divulgações separadas apontaram crescimento do segundo trimestre abaixo do esperado, e o núcleo do PCE caiu 0,1% em junho, enquanto o mercado precificava apenas 23 pontos-base de aperto até o fim do ano.
Dissidentes do Federal Reserve reiteraram seus argumentos sobre juros, incluindo a preferência de Neel Kashkari, do Fed de Minneapolis, por um movimento de 25 pontos-base. No Reino Unido, o Banco da Inglaterra manteve a taxa inalterada, embora tenha preservado margem para apertar, enquanto os mercados monetários continuaram a precificar uma alta de 25 pontos-base até o fim do ano. Nos gráficos, o GBP/USD estava em torno de 1,3469, sustentado por uma concentração de médias móveis simples perto de 1,3365 e por uma antiga linha de tendência descendente em 1,3375; o RSI (14) estava próximo de 59, com suporte da tendência de alta mais ampla visto anteriormente perto de 1,3289.
Perspectiva para o GBP/USD em meio à fraqueza do dólar
Ao avaliarmos os desdobramentos da recente intervenção no dólar americano, observamos a libra esterlina se mantendo surpreendentemente firme próxima da região de 1,3460. Apesar de uma breve recuperação do dólar, a queda semanal acima de 1,30% sugere que a moeda dos EUA segue altamente vulnerável. Em nossa avaliação, traders de derivativos deveriam aproveitar essa fragilidade estrutural, posicionando-se para uma continuidade do movimento de alta do GBP/USD nas próximas semanas.
Com o GBP/USD preservando um viés altista acima do suporte-chave em 1,3365, favorecemos a compra de opções de compra (calls) com strike em 1,3550 e vencimento no fim de agosto. A venda de opções de venda (puts) fora do dinheiro abaixo do piso crucial de 1,3289 também é uma forma eficiente de capturar prêmio durante esta fase de consolidação. No momento, a volatilidade implícita de 30 dias do par está em torno de 7,2%, um patamar relativamente baixo, tornando as opções mais baratas do que sua média histórica de 9,5% durante grandes mudanças políticas no Reino Unido.
Vetores de volatilidade e estratégia de gestão de risco
Também é necessário acompanhar de perto a divisão crescente no Federal Reserve, com três dissidentes defendendo aumentos de juros mesmo após o núcleo do PCE de junho ter recuado 0,1%. Do outro lado do Atlântico, os mercados monetários precificam uma probabilidade de 70% de uma alta de 25 pontos-base pelo Banco da Inglaterra até o fim do ano. Essa divergência de política, combinada com a incerteza fiscal sob o primeiro-ministro britânico Andy Burnham, sugere potencial para movimentos repentinos e alta volatilidade.
Em termos de gestão de risco, recomendamos posicionar barreiras defensivas ou stop-loss pouco abaixo da zona de demanda em 1,3365. Um rompimento abaixo do suporte da linha de tendência em 1,3289 invalidaria essa leitura altista e exigiria mudança para uma postura com foco em puts de proteção. Até lá, o momentum segue com os compradores, e eventuais quedas de curto prazo devem ser usadas para acumular posições compradas.
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