O ouro abriu a segunda-feira com um gap de alta, mas não conseguiu ampliar os ganhos, à medida que o otimismo com uma pausa temporária nos ataques entre EUA e Irã perdeu força e o petróleo se recuperou das mínimas intradiárias. O XAU/USD era negociado perto de US$ 4.083 após superar brevemente US$ 4.100, com alta de 0,77% no dia, enquanto declarações de Washington e Teerã indicavam contenção apenas enquanto o outro lado também recuasse. O petróleo caiu inicialmente com a expectativa de menor risco de oferta, mas o tom mudou depois que o Irã afirmou que as condições no Estreito de Hormuz estavam inalteradas e que a via marítima permanecia fechada.
O WTI era negociado em torno de US$ 83 por barril, após tocar mínima intradiária de US$ 81,28, embora ainda acumulasse queda superior a 6% no dia. O foco do mercado agora se volta para a decisão do Federal Reserve na quarta-feira e para os dados de inflação PCE dos EUA na quinta-feira: espera-se que os juros sejam mantidos inalterados, mas os preços ainda embutem 33% de chance de alta e colocam as probabilidades de elevação em setembro próximas de 79%. O Índice do Dólar (DXY) estava por volta de 101,40 após mínima de 101,12, e as expectativas de juros foram descritas como compatíveis com cerca de 55 pb de aperto acumulado até meados de 2027. Tecnicamente, o ouro permanece entre US$ 4.000 e US$ 4.200, oscilando em torno da SMA de 21 dias em US$ 4.070 e abaixo das SMAs de 50 e 100 dias em US$ 4.221 e US$ 4.469; o RSI diário estava em 47 e o MACD seguia positivo. A resistência está em US$ 4.200 e US$ 4.221, com suporte perto de US$ 4.069 e US$ 4.000, enquanto US$ 4.222 é indicado como o próximo nível necessário para deslocar o controle no curto prazo.
Estratégias com Derivativos de Ouro e Petróleo
Recomendamos que traders de derivativos priorizem, no curto prazo, estratégias de “range” para o ouro (XAU/USD), já que o metal segue limitado entre US$ 4.000 e US$ 4.200. O uso de iron condors vendidos (curtos) ou credit spreads pode ser altamente lucrativo enquanto o Índice de Força Relativa (RSI) diário permanecer neutro em 47. No entanto, precisamos manter uma postura defensiva e definir stops apertados perto da Média Móvel Simples (SMA) de 21 dias em US$ 4.070 para proteger contra riscos de rompimentos súbitos.
Com o WTI se recuperando para US$ 83 por barril em meio ao fechamento contínuo do Estreito de Hormuz, esperamos a continuidade de oscilações em derivativos de energia. Historicamente, grandes disrupções geopolíticas nessa via estratégica elevaram o CBOE Crude Oil Volatility Index (OVX) para acima de 40, tornando a compra direta de opções muito cara. Para operar esse ambiente, sugerimos o uso de bull call spreads (débito) em futuros de petróleo para capturar potenciais disparadas de alta, mantendo o custo do prêmio limitado.
Política do Federal Reserve e Gatilhos de Volatilidade
A próxima decisão de juros do Federal Reserve e os dados de inflação PCE representam os gatilhos de volatilidade mais críticos para o dólar e o ouro. Atualmente, a ferramenta CME FedWatch indica uma chance relevante de 79% de alta de juros até setembro, reforçando que o mercado espera inflação persistente. Devemos nos posicionar para um DXY mais forte comprando opções de compra (calls) sobre o dólar, pois qualquer orientação mais dura (hawkish) do Fed elevará os rendimentos e pressionará o ouro, que não rende juros.
Se o Fed entregar uma surpresa inesperadamente dovish ou mantiver os juros inalterados sem orientação clara, poderemos ver uma reversão expressiva de tendência. Nesse cenário, recomendamos comprar straddles (comprados) no ouro para lucrar com um rompimento forte acima da resistência principal em US$ 4.221 ou com uma queda abaixo do suporte psicológico de US$ 4.000. Essa abordagem de dupla direção garante preparação para reações extremas do mercado, independentemente do rumo dos ventos geopolíticos e macroeconômicos.
Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.