A libra esterlina subiu cerca de 0,20% na sexta-feira, à medida que a queda dos preços do petróleo pesou sobre o dólar americano, mesmo com o conflito EUA-Irã apontando para nova escalada. O movimento não foi suficiente para reverter o quadro mais amplo, com o GBP/USD ainda caminhando para encerrar a semana em queda de quase 0,70%. Nos EUA, dados da S&P Global mostraram dinâmica mista: o PMI Industrial recuou para 53,8 ante 53,9, abaixo da projeção de 54,5, enquanto o PMI de Serviços avançou para 53,6 ante 51,2, bem acima da estimativa de 51.
As expectativas de juros continuaram a se firmar. Os mercados ainda tendem a precificar aperto do Federal Reserve em 2026 e, para a reunião de julho, as cotações indicam 59% de probabilidade de manutenção, com os juros em 3,50%-3,75%, além de 41% de chance de alta — aumento de quase 8 p.p. no dia. No Reino Unido, a S&P Global informou que os PMIs Composto, de Serviços e Industrial aceleraram em relação a junho e vieram acima das projeções. Na próxima semana, espera-se que o Fed mantenha os juros, embora as chances de alta tenham sido descritas como capazes de alcançar 50%, enquanto o Banco da Inglaterra é visto mantendo, com probabilidade de 88%; o diferencial implícito de política sugere potencial pressão baixista para o GBP/USD se os juros nos EUA subirem enquanto os do Reino Unido não.
Maior volatilidade à frente para o GBP/USD com bancos centrais se preparando para decisões-chave
Sugerimos que traders de derivativos se preparem para maior volatilidade no par GBP/USD nas próximas semanas, à medida que decisões críticas de bancos centrais se aproximam. Embora a libra tenha conseguido um ganho marginal de 0,20% hoje devido à queda do petróleo, ainda está a caminho de terminar a semana em baixa de quase 0,70%. Com as referências globais do petróleo recuando em direção à faixa de US$ 78, a pressão de curto prazo sobre o dólar americano diminuiu, mas a tendência subjacente permanece negativa para a libra.
Devemos acompanhar de perto a mudança nas probabilidades para a próxima reunião do Federal Reserve, na qual uma alta de juros vem rapidamente se tornando uma possibilidade concreta. O forte PMI de Serviços dos EUA, em 53,6 — impulsionado pelo enorme fluxo de turismo e pelos ventos favoráveis à economia gerados pela Copa do Mundo de 2026 — elevou a probabilidade de alta do Fed para 41%. Se o Fed optar por apertar enquanto o mercado estiver posicionado para uma pausa, esperamos uma valorização rápida e agressiva do dólar.
Estratégias de negociação para um cenário de política divergente
Enquanto isso, no Reino Unido, os traders precisam navegar pela incerteza política em torno das políticas fiscais do primeiro-ministro Andy Burnham, apesar dos dados positivos da indústria doméstica. A expectativa predominante é de que o Banco da Inglaterra mantenha os juros inalterados na reunião da próxima quinta-feira, com probabilidades implícitas de mercado em 88%. Esse aumento do diferencial de juros entre um Fed mais “hawkish” e um Banco da Inglaterra em pausa aponta para um movimento de queda iminente do GBP/USD.
Para se posicionar, recomendamos que traders de derivativos utilizem opções de venda (puts) de GBP/USD para capturar a queda, limitando rigorosamente o risco. Vender contratos futuros de libra em repiques rumo a níveis de resistência de curto prazo também está alinhado a tendências históricas de divergência de política monetária. Ao comprar puts fora do dinheiro com vencimento em meados de agosto, podemos proteger carteiras contra uma queda rápida caso o Fed entregue uma surpresa mais dura do que o esperado.
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