O ouro recuou quase 2% na quinta-feira, com o XAU/USD caindo abaixo de US$ 4.050 após ceder de um pico de dois dias acima de US$ 4.100, à medida que o dólar norte-americano recuperou força e os mercados avaliaram o risco de um conflito prolongado no Golfo. O índice do dólar (DXY) subiu 0,29%, para 101,43, apertando as condições financeiras para o metal precificado em dólares. O petróleo também aumentou a pressão: o West Texas Intermediate (WTI) avançou cerca de 6%, tocando uma máxima intradiária acima de US$ 92 por barril.
Os dados dos EUA foram limitados, mas os pedidos iniciais de seguro-desemprego na semana encerrada em 19 de julho caíram para 187 mil, de 209 mil, superando a projeção de 212 mil, enquanto a média de quatro semanas cedeu para 207,5 mil, de 214,75 mil. As expectativas de juros se ajustaram, com a precificação em swaps elevando a probabilidade implícita de alta do Federal Reserve na reunião de 29 de julho de quase 33% para perto de 40% e colocando as chances de alta em setembro em 76%, segundo a Prime Terminal. No técnico, o ouro devolveu parte dos ganhos após uma máxima semanal de US$ 4.165; a resistência está em US$ 4.100, depois em US$ 4.165 e US$ 4.200, enquanto os suportes são US$ 4.000, a mínima do ano até agora (YTD) em US$ 3.941, US$ 3.886 e US$ 3.500.
Sentimento baixista e estratégias de negociação para o ouro
Vemos um forte sinal baixista para o ouro, já que os preços despencaram abaixo do nível de US$ 4.050, impulsionados por um dólar em recuperação e pelo aumento dos riscos geopolíticos no Oriente Médio. Com o caminho de menor resistência claramente apontando para baixo, aconselhamos traders de derivativos a se posicionarem para novas quedas no XAU/USD. Posições vendidas em futuros ou a compra de opções de venda (puts) mirando o suporte psicológico de US$ 4.000 parecem altamente atrativas neste momento.
Correlações, expectativas de juros e abordagens de hedge
A escalada das tensões entre os EUA e o Irã empurrou o petróleo WTI para cima em 6%, para acima de US$ 92 por barril, o que historicamente alimenta pressões inflacionárias e fortalece o dólar. Historicamente, quando surgem temores de inflação puxada pela energia, o índice do dólar (DXY) sobe, como visto em sua recente alta para 101,43. Devemos usar essa correlação positiva entre petróleo forte e dólar robusto para fazer hedge das carteiras por meio da compra de opções de compra (calls) de curto prazo sobre o DXY.
Dados do mercado de trabalho inesperadamente fortes, com os pedidos de auxílio-desemprego caindo para 187.000 ante a expectativa de 212.000, reacenderam as apostas em um Federal Reserve mais hawkish. Segundo dados recentes de mercado, a probabilidade de alta de juros na próxima reunião, em 29 de julho, saltou para 40%, enquanto as chances de elevação em setembro estão em elevados 76%. Diante disso, recomendamos negociar futuros de juros ou vender opções de compra (calls) de ouro com preços de exercício acima de US$ 4.150 para capturar os benefícios de um ambiente de juros elevados.
No técnico, o ouro segue em tendência firme de baixa enquanto permanecer abaixo do patamar de US$ 4.200, o que torna as altas até US$ 4.100 oportunidades preferenciais de venda. Se o suporte em US$ 4.000 não se sustentar, é muito provável que o metal teste a mínima do ano até agora, em US$ 3.941. Podemos estruturar spreads de put baixistas (bear put spreads) com vencimento no fim de agosto para maximizar retornos, ao mesmo tempo em que limitamos o risco de picos geopolíticos repentinos.
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