A inflação cheia do México veio abaixo das expectativas em junho, com o mercado projetando queda mensal de 0,13%, mas o resultado mostrando recuo mais profundo. O índice caiu 0,27% no mês, reforçando pressões de preços mais fracas do que o previsto.
A surpresa negativa em relação ao consenso foi clara, já que a leitura efetiva ficou 0,14 ponto percentual abaixo das projeções. O número negativo de junho marca uma contração mês a mês na medida cheia, deixando o conjunto de dados mais inclinado à desinflação na margem.
Implicações para a política monetária e o peso
Vemos os dados de inflação de junho, em -0,27% em vez dos -0,13% esperados, como um sinal claro de mudança de direção por parte do Banxico. Esse desvio relevante para baixo dá ao banco central sinal verde para considerar cortes de juros mais cedo do que o antecipado. O mercado agora precisa repricing de toda a trajetória futura da política monetária mexicana.
O mercado de swaps de juros já está reagindo, e devemos acompanhar esse movimento. Na manhã de hoje, os swaps indexados overnight estão precificando 85% de probabilidade de um corte de 25 pontos-base na próxima reunião do banco central, em agosto. Devemos, portanto, considerar posicionamento em futuros de TIIE ou receber taxa fixa em swaps de juros para capturar a queda das taxas de curto prazo.
Esse cenário impõe pressão imediata sobre o peso mexicano. Um diferencial de juros mais amplo em relação aos EUA tende a enfraquecer a moeda, e agora projetamos o USD/MXN caminhando para a região de 18,75 nas próximas semanas. Acreditamos que a compra de opções de compra (calls) de USD/MXN com vencimento curto é uma forma eficaz de se posicionar para essa potencial depreciação.
Histórico do Banxico e oportunidades no mercado de ações
Historicamente, o Banxico tem atuado de forma agressiva, tendo elevado a taxa básica até a máxima do ciclo, em 11,25%, para combater a inflação dos anos anteriores. Essa nova leitura deflacionária é um catalisador poderoso para iniciar a reversão do ciclo de aperto muito mais rapidamente do que o mercado precificava na semana passada. A velocidade desse possível pivô cria oportunidade.
Em derivativos de ações, custos de financiamento mais baixos devem funcionar como vento a favor para a bolsa mexicana. Buscaremos oportunidades em opções de compra (calls) sobre o índice IPC. Empresas com elevada exposição a receitas domésticas tendem a se beneficiar mais do afrouxamento das condições financeiras.
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