O GDX permanece em uma sequência de baixa ainda incompleta, iniciada na máxima de 2 de março de 2026, com a queda ainda caracterizada como um movimento impulsivo seguido por fases corretivas. O risco de queda é delimitado por uma extensão de Fibonacci de 100% a 161,8% a partir daquele topo, estabelecendo uma zona-alvo objetiva entre US$ 33 e US$ 59. Essa faixa é apresentada como uma região de suporte onde, no mínimo, pode se desenvolver uma alta em três ondas, enquanto o ciclo de curto prazo a partir da máxima de 18 de junho ainda se desenha como um zigue-zague.
A partir do pivô de 18 de junho, a onda ((i)) terminou em US$ 84,28 e foi seguida pela onda ((ii)) em US$ 87,21, antes de a onda ((iii)) recuar para US$ 74,08 e a onda ((iv)) reagir para US$ 76,40. A onda ((v)) então alcançou US$ 73,70, concluindo a onda A em um grau maior. A partir dessa mínima, a onda B se formou como um duplo três: a onda ((w)) subiu para US$ 78,48, depois a onda ((x)) caiu para US$ 73,89, antes de a onda ((y)) avançar para US$ 80,47; desde então, a queda foi retomada, com US$ 90 citado como o pivô-chave.
Vetores Técnicos e Macroeconômicos Sinalizam Mais Queda
Vemos a sequência baixista no ETF de mineradoras de ouro (GDX) a partir da máxima de 2 de março de 2026 como incompleta, apontando para novas quedas nas próximas semanas. A estrutura do movimento de baixa reforça nossa visão de que um fundo consistente ainda não foi formado. Enquanto os preços permanecerem abaixo do pivô de US$ 90, nosso viés seguirá firmemente baixista.
Essa leitura técnica é sustentada pelo fortalecimento do índice do dólar (DXY), que recentemente subiu para a máxima de cinco meses em 106,5. A ata de junho do Federal Reserve, divulgada na semana passada, também revelou consenso em manter os juros altos por mais tempo, levando o rendimento do Treasury de 10 anos de volta a 4,5%. Esse pano de fundo macroeconômico é historicamente desafiador para as mineradoras de ouro, pois torna o ouro — que não paga juros — menos atraente.
Estratégias de Trading e Dados de Suporte
Diante dessa visão, acreditamos que traders devem considerar a compra de opções de venda (puts) para se posicionar para um movimento de baixa em direção à zona-alvo de US$ 59 a US$ 33. Essa estratégia oferece risco claramente definido e exposição direta à queda esperada. Preferimos vencimentos no fim de agosto ou em setembro de 2026, para permitir tempo suficiente para a próxima perna da sequência baixista se desenvolver.
Para quem tem um apetite a risco mais conservador, montar spreads de call de baixa (bear call spreads) é uma alternativa atraente. Ao vender uma call com preço de exercício próximo às máximas recentes e comprar uma call mais fora do dinheiro para proteção, o trader pode gerar renda. Essa posição será lucrativa se o GDX cair, andar de lado ou até subir modestamente, desde que permaneça abaixo do strike vendido até o vencimento.
Nossa convicção é reforçada pelos dados mais recentes de inflação, com o CPI de junho de 2026 indicando a continuidade da desinflação em 3,1%, reduzindo a necessidade imediata de ouro como proteção contra a inflação. Também observamos uma alta relevante no put/call ratio do GDX para 1,25 nos últimos dez pregões. Isso indica que participantes do mercado de opções estão se posicionando de forma crescente para uma queda de preços.
Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.