Inflação e expectativas de juros
Os números mantiveram a inflação acima da meta de 2% do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), e o mercado espera que os juros fiquem sem mudança na próxima semana. A guerra EUA-Irã entrou no 12º dia, com EUA e Israel atacando alvos militares iranianos e o Irã respondendo com ataques de mísseis e drones (aeronaves sem piloto). O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz desacelerou, e os militares dos EUA disseram ter destruído 16 embarcações iranianas que, segundo eles, estavam se preparando para colocar minas navais (explosivos no mar usados para atingir navios). A IEA (Agência Internacional de Energia, que coordena políticas energéticas entre países) concordou em liberar cerca de 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas (estoques guardados para emergências). No gráfico de 4 horas, o ouro ficou acima da SMA de 100 períodos (média móvel simples, uma linha que mostra o preço médio dos últimos 100 candles) em alta perto de US$ 5.139, com resistência em US$ 5.200. O RSI (Índice de Força Relativa, indicador que mede se o preço está mais “forte” ou “fraco”) caiu para perto de 53, depois de ficar acima de 60, enquanto o MACD (indicador de tendência e impulso baseado em médias móveis) continuou positivo; o suporte (zona onde o preço tende a parar de cair) está perto de US$ 5.139, depois em US$ 5.000, e a resistência (zona onde o preço tende a parar de subir) fica perto de US$ 5.238 e US$ 5.400–US$ 5.500.Níveis-chave e estratégia
Olhando para o começo de 2025, lembramos do ouro com dificuldade para passar de US$ 5.200 mesmo com o conflito EUA-Irã ativo, pois um dólar forte limitava os ganhos. Hoje, com o ouro por volta de US$ 4.950, o cenário mudou, mas a tensão no mercado continua. O fim daquele conflito puxou o preço do ouro para baixo, e agora avaliamos se um piso (nível mínimo provável) já foi formado. A inflação persistente observada naquela época, quando o CPI de fevereiro de 2025 era 2,4%, se mostrou um problema duradouro. Os dados mais recentes de fevereiro de 2026 mostram o CPI cheio em 2,8%, reforçando a visão de que o Fed deve manter os juros estáveis até o meio do ano. Essa inflação “teimosa” (que demora a cair) segue sustentando o Dólar americano, criando dificuldade para o ouro, como no ano passado. A volatilidade (o quanto o preço oscila) é um ponto central agora. No pico do conflito de 2025, a volatilidade implícita (estima, pelo preço das opções, da oscilação esperada) nas opções de ouro estava muito alta, deixando caro apostar na direção do preço. Hoje, o Cboe Gold Volatility Index (GVZ, índice que mede a volatilidade esperada do ouro) está mais calmo em 16, o que pode tornar mais barato comprar call options (opções de compra, que dão o direito de comprar a um preço fixo) para se posicionar para uma possível alta. O prêmio de risco geopolítico (parte do preço ligada ao risco de guerra e crises) caiu desde o fim da guerra, mas não desapareceu. O petróleo WTI (referência de preço do petróleo dos EUA) se estabilizou perto de US$ 95 por barril, abaixo dos picos de 2025, mas ainda alto o suficiente para indicar preocupação com o abastecimento no Estreito de Ormuz. Esse custo de energia mais alto continua pressionando a inflação global, o que tende a dar suporte a ativos reais como o ouro. Os níveis técnicos do ano passado agora são marcas importantes para a estratégia atual. O patamar psicológico de US$ 5.000 (preço “redondo” que costuma atrair atenção), que foi suporte em março de 2025, agora virou a principal resistência que precisa ser superada. Vale considerar montar posições abaixo desse nível, usando estratégias como bull call spread (compra de uma call e venda de outra call com strike mais alto, para reduzir custo e limitar ganho) para buscar uma alta em direção à antiga zona de resistência em US$ 5.200 nas próximas semanas.
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