Perspectiva de inflação
O relatório espera que uma alta do petróleo eleve os preços de energia e apareça nos dados de inflação no curto prazo. A projeção é que o CPI de março mostre energia mais cara, levando a inflação anual para perto de 3%. A inflação de energia foi ligada à alta da gasolina, com expectativa de nova alta em março após o petróleo subir durante o conflito com o Irã. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve seguir cauteloso enquanto a situação no Oriente Médio seguir incerta. Os rendimentos (taxa paga) dos títulos do Tesouro dos EUA de 10 anos devem ficar em uma faixa limitada até o segundo semestre. A faixa projetada é 4,0%–4,3%, após uma breve alta acima desse intervalo antes de ataques no Irã.Estratégia de juros
A cautela do Fed, que era esperada até a segunda metade de 2025, agora parece ter acabado. Discursos recentes de dirigentes do Fed indicaram uma postura mais dura contra a inflação, praticamente tirando cortes de juros do radar no primeiro semestre deste ano. Isso contrasta com a visão mais neutra que o mercado tinha precificado poucos meses atrás. Com isso, a faixa de 4,0%–4,3% nos rendimentos dos títulos de 10 anos, que marcou grande parte do ano passado, não é mais um limite. Com o título de 10 anos rendendo cerca de 4,45%, a estratégia de “comprar nas quedas” (entrar quando os preços caem) ficou mais arriscada. Traders devem considerar se posicionar para juros mais altos, possivelmente usando opções (contratos que dão direito de comprar ou vender a um preço definido) sobre futuros (contratos para negociar um ativo numa data futura) de Treasuries para se proteger de novas altas nos rendimentos. A visão de 2025 de que juros reais (juros descontados da inflação) iriam superar os juros nominais (juros sem desconto da inflação) se confirmou e deve continuar. O medo de inflação persistente torna atrativos derivativos (contratos financeiros cujo preço depende de outro ativo) ligados a TIPS (títulos do Tesouro protegidos contra a inflação). A volatilidade (tamanho e frequência das oscilações) no mercado de juros está aumentando, sugerindo que straddles ou strangles (estratégias com opções para ganhar com grandes movimentos, para cima ou para baixo) em futuros de juros podem funcionar para capturar movimentos maiores. A energia segue como o principal fator. O WTI (tipo de petróleo de referência nos EUA) subiu para acima de US$ 90 por barril durante o conflito de 2025, estabilizou, mas ainda está alto, perto de US$ 85 por barril nesta semana. Isso continua pressionando a inflação, o que sustenta o uso de opções de compra (call, lucro se o preço subir) em grandes ETFs de energia (fundos negociados em bolsa que seguem um índice ou setor) ou em contratos futuros para se posicionar para pressão de preços mais duradoura.
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