Reação do mercado e preços do petróleo
No momento em que este texto foi escrito, o West Texas Intermediate (WTI) — um tipo de petróleo usado como referência de preço nos EUA — caía 1,33%, a US$ 83,73. No início da semana, ele tinha chegado a máximas de mais de três anos, em US$ 113,28. O texto define “risk-on” e “risk-off” como termos para indicar quanta postura de risco os participantes do mercado aceitam. Em “risk-on” (quando as pessoas aceitam mais risco), ações, a maioria das commodities (matérias-primas) exceto o ouro, moedas ligadas a commodities e criptomoedas tendem a subir. Em “risk-off” (quando as pessoas evitam risco), títulos (dívidas, como títulos do governo), ouro e moedas consideradas seguras tendem a se sair melhor. Ele diz que “risk-on” tende a apoiar o Dólar Australiano (AUD), o Dólar Canadense (CAD), o Dólar Neozelandês (NZD), além do Rublo (RUB) e do Rand Sul-Africano (ZAR). Ele diz que “risk-off” tende a apoiar o Dólar dos EUA (USD), o Iene Japonês (JPY) e o Franco Suíço (CHF). No ano passado, vimos como o mercado reagiu rapidamente quando forças dos EUA se envolveram com embarcações iranianas perto do Estreito de Hormuz. Os contratos futuros (acordos para comprar ou vender no futuro) do petróleo WTI dispararam para mais de US$ 113 por barril, uma máxima de três anos na época, antes de recuar, mostrando como os preços de energia são sensíveis a conflitos nessa passagem marítima. Esse evento mostrou um padrão claro de como os mercados reagem a uma escalada militar no Golfo. Hoje, vemos um padrão semelhante, embora menos forte, de tensão que os operadores devem acompanhar de perto. Apesar de o conflito direto ter sido evitado, imagens de satélite (fotos tiradas do espaço) mostram mais presença naval, e os prêmios de seguro de risco de guerra (custo extra do seguro por risco de ataque) para navios-tanque que passam pelo estreito subiram 0,15% no último trimestre. Esse atrito mantém o mercado de energia em alerta, com o WTI agora perto de US$ 91 por barril, bem acima dos níveis vistos antes do incidente do ano passado.Proteção com derivativos e movimento para ativos de segurança
Para operadores de derivativos (contratos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como o petróleo), este cenário sugere que comprar opções de compra (call; direito de comprar a um preço definido) de curto prazo sobre contratos futuros de petróleo pode ser uma estratégia cuidadosa para se preparar para uma possível alta. A volatilidade implícita (expectativa do mercado sobre quanto o preço pode oscilar) nas opções de petróleo subiu ao maior nível em seis meses, indicando que o mercado já considera mais provável um movimento forte. Isso torna as opções uma forma de usar menos dinheiro para buscar ganhos de alta, em comparação com manter contratos futuros comprados diretamente. Essa situação aponta para um sentimento mais “risk-off” se houver escalada. Já há sinais iniciais disso: o Índice de Volatilidade da CBOE, ou VIX (medida da expectativa de oscilações do mercado de ações), subiu de 17 para acima de 21 nas últimas três semanas, refletindo mais nervosismo nas ações. Assim, comprar opções de venda (put; direito de vender a um preço definido) em grandes índices de ações pode servir como proteção contra uma queda mais ampla causada por choques geopolíticos (eventos políticos e militares entre países). Nos mercados de moedas, é esperado que moedas de segurança se saiam melhor. O Iene Japonês e o Franco Suíço provavelmente se beneficiam da fuga de capital (dinheiro saindo de ativos mais arriscados), como já ocorreu em outros períodos de incerteza global. Portanto, operadores podem considerar opções de compra no JPY ou no CHF, especialmente contra moedas de países exportadores de commodities, como o Dólar Australiano, que tende a cair em um movimento “risk-off”.
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