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Em fevereiro, o Índice de Otimismo das Pequenas Empresas da NFIB nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado, registrando 98,8 contra a previsão de 99,7

by VT Markets
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Mar 10, 2026
O Índice de Otimismo de Pequenas Empresas da NFIB (Federação Nacional de Empresas Independentes) nos Estados Unidos ficou em 98,8 em fevereiro. Isso veio abaixo da expectativa de 99,7. O relatório compara a leitura esperada de 99,7 com a leitura real de 98,8. A diferença entre os dois números é de 0,9 ponto.

Sentimento das Pequenas Empresas e Risco de Mercado

A queda do otimismo das pequenas empresas abaixo do esperado é um alerta relevante para a economia interna. Vale considerar que o índice Russell 2000, que acompanha empresas menores, é mais sensível a esse tipo de sentimento. No curto prazo, comprar opções de venda (puts, um tipo de contrato que tende a ganhar valor quando o preço cai) do ETF IWM (um fundo negociado em bolsa que replica o Russell 2000) para abril pode funcionar como uma proteção direta (hedge, uma forma de reduzir perdas). Esse dado preocupa mais quando lembramos a fraqueza contínua do sentimento das pequenas empresas ao longo de 2024 e 2025. O índice teve dificuldade para ficar acima de sua média histórica (o nível “normal” do passado) durante grande parte desse período, o que indica que não é um desvio pontual, mas a continuidade de uma tendência. Por isso, a leitura de fevereiro tem mais peso do que teria se fosse um caso isolado. Com o sentimento perdendo força, a baixa volatilidade implícita (uma estimativa, embutida no preço das opções, de quanto o mercado pode oscilar) vista na maior parte do último ano pode estar barata demais. O Índice de Volatilidade da CBOE, o VIX (um indicador que mede a volatilidade esperada do S&P 500 e é conhecido como “índice do medo”), tem ficado perto de 14, um nível que sugere excesso de confiança diante dos novos dados econômicos. Vemos valor em comprar opções de compra (calls, contratos que tendem a ganhar valor quando o preço sobe) do VIX com vencimento em abril ou maio como uma forma barata de se proteger contra uma queda mais ampla do mercado. O Federal Reserve (o banco central dos EUA) vai observar de perto esse indicador antecedente (um dado que costuma sinalizar mudanças na economia antes de acontecerem), tornando muito improváveis novos aumentos de juros no primeiro semestre de 2026. Na verdade, segundo o CME FedWatch Tool (uma ferramenta que estima a chance de mudanças de juros com base nos preços de contratos futuros), o mercado já começou a precificar uma probabilidade um pouco maior de corte de juros no quarto trimestre. Essa mudança nas expectativas de política monetária (decisões sobre juros e dinheiro na economia) é resultado do enfraquecimento de dados como o relatório da NFIB.

Perspectiva de Juros e Posição em Renda Fixa

Com a perspectiva de juros mudando, é provável ver força nos mercados de renda fixa (títulos que pagam juros, como títulos públicos), pois investidores buscam mais segurança. Uma resposta tática seria montar posições compradas (apostar em alta) em contratos futuros (acordos para comprar ou vender no futuro por um preço definido) de Treasuries dos EUA (títulos do governo americano). Para quem usa opções, comprar calls em ETFs de títulos de longa duração (títulos com vencimento mais distante, mais sensíveis a mudanças de juros) como o TLT oferece uma forma eficiente de usar o capital para se expor à queda dos juros.

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