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Broux, do Société Générale, afirma que a alta da energia e do gás holandês deprime o euro, mantendo o EUR/USD sob pressão em meio a preocupações com o crescimento

by VT Markets
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Mar 9, 2026
A alta dos preços de energia e a valorização do gás na Holanda estão pressionando o euro, mantendo o EUR/USD sob pressão. O gás natural subiu 30% na abertura do mercado, ligando a tendência de curto prazo aos movimentos da energia. A diferença de juros (isto é, a distância entre as taxas de juros de dois países, que pode influenciar o câmbio) não é vista como o principal fator do EUR/USD. O foco está nos riscos para o crescimento econômico ligados ao aumento dos preços de petróleo e gás.

Preços de energia pressionam o euro

Os preços do mercado agora indicam duas altas de juros do Banco Central Europeu (BCE, o banco central da zona do euro) até dezembro. A probabilidade implícita (ou seja, a chance calculada a partir dos preços do mercado) de uma primeira alta do BCE em junho é de 84%. Isabel Schnabel, membro do Conselho do BCE (grupo que decide a política de juros), disse que um choque de energia (um aumento forte e inesperado nos preços de energia) pode afastar a inflação da meta. Ela não deu sinais sobre os próximos juros e citou a incerteza sobre se a alta do petróleo vai durar. A recente disparada dos preços de energia está criando um viés de queda (tendência mais provável de cair) para o par EUR/USD. Vemos os contratos futuros (acordos para comprar/vender no futuro por um preço definido) do gás natural holandês TTF (referência de preço do gás na Europa) subirem mais de 25% no último mês, chegando perto de €55 por megawatt-hora (unidade de energia). Isso pesa diretamente nas perspectivas de crescimento da Europa e levou o par a cair para perto de 1,06.

Estratégia com opções para mais queda

Nosso foco não deve ser a diferença de juros, porque o mercado já coloca 75% de chance de alta de juros do BCE até julho. O fator central é o risco de que o custo alto de energia freie a atividade econômica, tornando o euro menos atraente, mesmo com a inflação cheia da zona do euro (índice geral, incluindo itens voláteis) subindo para 2,8% no começo de março. Vimos esse padrão em 2022, quando o primeiro choque de energia derrubou o euro em direção à paridade com o dólar (1 euro = 1 dólar). Naquele período, o medo de recessão (queda ampla da economia) superou o ciclo de alta de juros do BCE. A história sugere que, em crise de energia, a preocupação com crescimento pesa mais do que a política monetária (decisões sobre juros e dinheiro na economia) para a moeda.

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