Configuração do AUD/USD antes da inflação da China
O AUD/USD está em queda antes da divulgação, porque as tensões no Oriente Médio aumentam o clima de aversão ao risco (investidores evitam ativos mais arriscados) e fortalecem o dólar americano. Se os números vierem acima do esperado, o AUD/USD pode testar 0,7055, depois 0,7089 e 0,7147. Na queda, os níveis de suporte (regiões onde o preço costuma encontrar “piso”) incluem 0,6906, depois a EMA de 100 dias em 0,6810, seguida de 0,6741. A EMA de 100 dias é uma média móvel exponencial (um tipo de média que dá mais peso aos dados mais recentes) usada para indicar tendência e possíveis suportes ou resistências. O CPI da China sai todo mês, e leituras mais altas geralmente estão ligadas a um Renminbi (moeda chinesa, também chamada de yuan) mais forte, enquanto leituras mais baixas costumam vir com um Renminbi mais fraco. Estamos acompanhando os dados de inflação de fevereiro da China, que devem sair amanhã, 10 de março. Os números do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) e do PPI (Índice de Preços ao Produtor) são indicadores importantes da recuperação econômica da China. Historicamente, esses dados têm sido um gatilho relevante (um fator que pode gerar movimento forte) para o dólar australiano. No início de 2025, divulgações parecidas mexeram com o AUD/USD, que era negociado bem acima de 0,7000. Naquele momento, um CPI de 0,8% era visto como um sinal positivo para a moeda. Agora o cenário é diferente, com o par perto de 0,6550. O consenso do mercado (a média do que analistas esperam) prevê para fevereiro um CPI fraco de 0,5% ano contra ano, com o PPI mantendo a tendência de deflação (queda de preços) em -2,1%. Se os números vierem ainda mais fracos, isso reforça o temor de demanda chinesa mais lenta e pode aumentar a pressão de queda no AUD. Nesse caso, estratégias de baixa (apostar na queda), como comprar opções de venda (put, contrato que tende a ganhar valor quando o preço cai) de AUD/USD com preço de exercício (strike, o preço definido no contrato) abaixo de 0,6500, podem ser consideradas.Posicionamento em opções e fatores principais
Por outro lado, uma surpresa positiva nos dados indicaria que a economia chinesa está mais resistente do que se pensa, o que pode gerar uma alta rápida de alívio no AUD. Para se posicionar para esse cenário menos provável, traders podem usar opções de compra (call, contrato que tende a ganhar valor quando o preço sobe) de curto prazo para buscar ganho com a alta, limitando o risco. Um movimento de volta para a região de 0,6600 seria o primeiro alvo nesse caso. A volatilidade implícita (expectativa do mercado para a oscilação futura, embutida no preço das opções) das opções de AUD/USD de uma semana subiu para 9,5%, sinalizando que o mercado espera um movimento. Para quem espera uma oscilação forte, mas não sabe a direção, uma estratégia de straddle comprado pode ser adequada. Isso envolve comprar uma opção de compra (call) e uma de venda (put) ao mesmo tempo, ganhando se o par se mover bastante para cima ou para baixo. Também é preciso comparar esses dados com outros fatores, como a queda recente do minério de ferro para perto de US$ 115 por tonelada e a postura cautelosa do Banco Central da Austrália (Reserve Bank of Australia). Qualquer operação em torno dessa divulgação deve ser vista dentro desse contexto. Inflação fraca na China junto com queda de commodities (matérias-primas) cria um cenário difícil para o dólar australiano.
Comece a negociar agora – Clique aqui para criar sua conta real na VT Markets