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À medida que a alta do dólar perde força, o ouro se estabiliza, com as hostilidades entre EUA e Irã sustentando a demanda por ativos de refúgio e limitando as perdas

by VT Markets
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Mar 5, 2026
O ouro recuperou parte da queda de terça-feira, enquanto o Dólar americano fez uma pausa após dois dias de alta, e a busca por proteção ligada à guerra entre EUA e Irã deu suporte aos preços. O XAU/USD foi negociado perto de US$ 5.141, alta de cerca de 0,85%, depois de testar a resistência em torno de US$ 5.200. Na terça-feira, o ouro caiu 4,4% e a prata caiu cerca de 8,4%, porque o Dólar mais forte pressionou os metais. A queda ficou mais forte após romper níveis importantes de suporte (faixas de preço onde o mercado costuma “segurar” a queda), o que acionou ordens de stop-loss (venda automática para limitar prejuízo) e aumentou a liquidação (vendas rápidas para reduzir posição).

Risco de guerra e medo de inflação

O conflito entrou no quinto dia, com EUA e Israel aumentando ataques aéreos e com mísseis no Irã, e Teerã respondendo com ataques de mísseis e drones (aeronaves sem piloto) contra bases dos EUA e instalações de aliados no Golfo. O risco para o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou os preços de energia e aumentou o medo de inflação (alta generalizada de preços). Donald Trump disse que os EUA começariam a escoltar navios-tanque (navios que transportam petróleo) pelo Estreito de Ormuz, se necessário, e ofereceriam seguro contra risco político (proteção contra perdas por decisões e conflitos) para navios no Golfo. Os mercados agora precificam cortes de pelo menos 50 pontos-base (0,50 ponto percentual) nos juros do Fed (Banco Central dos EUA) até dezembro, segundo o CME FedWatch (ferramenta que estima expectativas de juros com base em preços de contratos). A ADP informou que os empregos no setor privado subiram 63 mil em fevereiro, contra 50 mil esperados e 11 mil em janeiro. O ISM Services PMI (índice que mede a atividade do setor de serviços; acima de 50 indica crescimento) subiu para 56,1, de 53,8. O S&P Global Composite PMI (índice combinado de indústria e serviços) caiu para 51,9, de 52,3. No lado técnico, o suporte fica perto de US$ 5.057 e na faixa de US$ 5.100–US$ 5.000, com níveis adicionais perto de US$ 4.850 e US$ 4.650. A resistência fica perto de US$ 5.200, depois em torno de US$ 5.259 e US$ 5.461. Olhando para o início de março de 2025, o mercado estava muito instável, com o ouro perto de US$ 5.141. Os principais fatores eram a escalada do conflito EUA-Irã, que aumentava a demanda por “porto seguro” (ativo buscado em momentos de risco), contra dados econômicos fortes dos EUA, que colocavam em dúvida cortes de juros do Fed. Isso aumentou a incerteza, um cenário típico para estratégias com derivativos (contratos cujo valor depende do preço de um ativo) focadas em volatilidade (variação rápida de preço).

Estratégias com opções para um mercado instável

Após a queda forte de 4,4% seguida por recuperação rápida no início de março do ano anterior, a volatilidade implícita (estimativa, embutida no preço da opção, de quanto o mercado espera que o preço varie) nas opções de ouro provavelmente disparou, como ocorreu no CBOE Gold Volatility Index (GVZ, índice que mede a volatilidade esperada do ouro) no início da guerra da Ucrânia em 2022. A resposta mais lógica teria sido comprar straddles ou strangles comprados (estratégias com opções que lucram com um grande movimento de preço para cima ou para baixo). Isso aproveita a incerteza sem apostar na direção. Para uma visão de alta, traders poderiam considerar opções de compra (calls, que ganham valor quando o preço sobe) ou bull call spreads (compra de call e venda de outra call mais acima para reduzir custo), mirando um rompimento acima da resistência de US$ 5.200. A escalada no Estreito de Ormuz ameaçava a oferta de petróleo, aumentando o medo de inflação, parecido com quando o Brent (tipo de petróleo usado como referência) passou de US$ 120 por barril após a invasão da Ucrânia em 2022. Essa pressão de inflação, junto com as compras recordes de ouro por bancos centrais em 2024, dava um motivo forte para apostar na alta. Por outro lado, os dados econômicos fortes dos EUA em fevereiro de 2025, como ADP e ISM, formavam um cenário de baixa. Algo parecido ocorreu em 2023, quando a economia forte levou o Fed a manter postura “hawkish” (mais dura, com juros altos por mais tempo), fortalecendo o Dólar e pesando sobre o ouro. Isso justificaria comprar opções de venda (puts, que ganham valor quando o preço cai) ou usar bear put spreads (compra de put e venda de outra put mais abaixo para reduzir custo) visando uma queda abaixo do nível psicológico de US$ 5.000 (um preço “redondo” que costuma atrair atenção do mercado). Por fim, para quem já tinha posições compradas em ouro ou em mineradoras de ouro, a correção após tocar o topo das Bandas de Bollinger (indicador que cria faixas de preço com base na volatilidade) era um sinal para proteção. Comprar puts de proteção (opções de venda usadas como “seguro”) com preços de exercício (strike, preço definido no contrato) perto de US$ 5.000 ou US$ 4.850 seria prudente. Isso serviria como seguro de baixo custo contra uma redução rápida do conflito ou uma mudança do Fed para postura mais dura.

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