Risco geopolítico e pressão sobre a libra
No começo de 2025, houve forte aversão a risco por causa do conflito EUA–Israel com o Irã. Essa incerteza derrubou a libra para perto de 1,3360 contra o dólar, porque a procura por ativos mais arriscados diminuiu. O ambiente de mercado foi marcado por medo ligado a conflitos entre países (risco geopolítico). Naquele início de 2025, o preço do petróleo passou de US$ 95 por barril, aumentando o temor de inflação (alta generalizada de preços) e deixando o Banco da Inglaterra mais cauteloso. Hoje, com as tensões reduzidas, o petróleo Brent (tipo de petróleo usado como referência mundial de preço) se estabilizou perto de US$ 78 por barril. Isso ajudou a inflação do Reino Unido a cair do pico de 2025 para a leitura mais recente de 2,8%. Isso é bem diferente do dilema do Banco da Inglaterra no ano passado: a decisão de março de 2025 foi apertada e acabou com os juros mantidos por causa do risco de inflação. Agora o cenário mudou, com o mercado estimando 85% de chance de um corte de 25 pontos-base ainda este mês. O argumento para cortar juros está mais claro do que há um ano. Para quem opera derivativos (contratos financeiros cujo preço depende de outro ativo, como câmbio ou juros), isso indica mudança no tipo de operação. A volatilidade implícita (expectativa do mercado sobre o quanto o preço pode variar, calculada a partir do preço das opções) nas opções de GBP/USD está menor, porque o caminho do Banco da Inglaterra parece mais previsível do que em 2025. Alguns podem considerar comprar opções de venda (put: contrato que tende a ganhar valor se o preço cair) para apostar em uma reprecificação mais “dovish” (postura mais favorável a cortar juros), já que o corte esperado pode pesar sobre a libra no curto prazo.Implicações para opções e posicionamento
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