A Nordea espera que o EUR/USD tenha um potencial de subida limitado nos próximos meses, uma vez que os diferenciais de taxas de juro e as tendências relativas de crescimento continuam desfavoráveis ao euro. O banco argumenta que o Banco Central Europeu está mais perto do fim do seu ciclo de aperto monetário do que a Reserva Federal, enquanto os dados da área do euro continuam a ficar aquém dos indicadores dos EUA, reforçando a divergência de política que tem sustentado o dólar.
No seu cenário base, a Nordea antecipa que o par negoceie, em termos gerais, de forma lateralizada nos próximos meses, e só depois suba ligeiramente num horizonte mais longo, à medida que o “excecionalismo” dos EUA se desvanece e a Fed avança para cortes de taxas antes do BCE. Quanto aos riscos em baixa, assinala que uma quebra abaixo dos mínimos recentes poderá empurrar o EUR/USD para a zona de 1,03–1,05, ao passo que um movimento sustentado acima de 1,10 provavelmente exigiria ou uma melhoria das surpresas de dados relativos a favor da área do euro, ou uma reprecificação mais “dovish” da Fed. O artigo foi produzido com recurso a uma ferramenta de IA e revisto por um editor.
Divergência de Política Monetária e o Seu Impacto no EUR/USD
Acreditamos que o potencial de valorização do euro face ao dólar norte-americano é limitado nas próximas semanas. O diferencial de taxas de juro continua a ser um fator-chave, com a taxa diretora da Reserva Federal a manter-se em 4,00%, enquanto o Banco Central Europeu já reduziu a sua para 3,25%. Esta diferença de 75 pontos base continua a favorecer a detenção de dólares norte-americanos.
Os dados económicos recentes reforçam esta leitura de melhor desempenho dos EUA. O último relatório de emprego dos EUA, referente a maio, mostrou uma criação robusta de 195.000 postos de trabalho, enquanto o PIB do primeiro trimestre cresceu a um ritmo anualizado sólido de 2,1%. Em contraste, a última leitura do PMI da indústria transformadora da Zona Euro permanece ligeiramente abaixo de 50, e o seu próprio PIB do primeiro trimestre foi anémico, em 0,5%.
Estratégias de Negociação e Contexto Histórico para o EUR/USD
Para operadores de derivados, isto sugere que a venda de opções de compra (“calls”) fora do dinheiro no par EUR/USD constitui uma estratégia apelativa. Com uma resistência forte esperada em torno do nível de 1,1000, a recolha de prémio através da venda de calls com preços de exercício (“strike”) em 1,1000 ou acima poderá ser rentável num mercado em intervalo ou ligeiramente descendente. A baixa volatilidade implícita que observamos torna esta estratégia particularmente atrativa neste momento.
Uma quebra abaixo dos mínimos recentes, perto de 1,0650, sinalizaria maior fraqueza, podendo abrir caminho para o suporte psicológico de 1,0500. Os operadores poderão considerar a compra de opções de venda (“puts”) de curto prazo para se posicionarem para esse movimento, sobretudo antes da próxima divulgação dos dados de inflação dos EUA. Trata-se de uma forma de risco definido de beneficiar caso a força do dólar acelere.
Esta dinâmica é semelhante à observada em 2014-2015, quando uma divergência clara de política entre a Fed e o BCE conduziu a um período prolongado de força do dólar. Esse exemplo histórico sugere que não devemos esperar uma recuperação significativa do euro até que se verifique uma mudança clara nos dados económicos relativos. Continuaremos a negociar com um viés de força do dólar face ao euro no curto prazo.
Comece a negociar agora — clique aqui para criar a sua conta real da VT Markets.