O NZD/USD foi negociado em torno de 0,5840 na segunda-feira, a subir 0,17% no dia, numa altura em que a fraqueza generalizada do Dólar norte-americano se seguiu a notícias de um acordo-quadro entre os EUA e o Irão. O apetite pelo risco melhorou depois de Donald Trump ter afirmado que o Estreito de Ormuz seria reaberto, enquanto as autoridades iranianas confirmaram a medida e responsáveis indicaram a existência de um memorando de entendimento que deverá ser assinado na Suíça na sexta-feira. A imprensa norte-americana noticiou ainda que o cessar-fogo em vigor desde abril seria prolongado para permitir novas conversações.
O tom mais brando deixou o índice do dólar (DXY) a deslizar em direção aos 99,50, enquanto o crude recuou; o West Texas Intermediate (WTI) caiu quase 5% perante a expectativa de um regresso a fluxos energéticos globais mais normalizados assim que o estreito reabrir. Na Nova Zelândia, o Performance of Services Index da BusinessNZ caiu para 47,5 em maio, face a 48,7 (revisto), assinalando o quarto mês consecutivo em contração, e o índice composto recuou para 48,4, o nível mais baixo desde junho de 2025. A atenção vira-se agora para a reunião da Reserva Federal na quarta-feira, com os mercados focados nas projeções atualizadas e nas indicações sobre taxas.
Perspetivas Para o Dólar Norte-Americano e as Moedas de Matérias-Primas
Tendo em conta o recente desanuviamento geopolítico, consideramos que a forte correção do Dólar norte-americano a partir dos máximos recentes acima de 105 constitui um sinal-chave de negociação para as próximas semanas. Isto cria um ambiente claramente “risk-on”, enfraquecendo o dólar e favorecendo as moedas de matérias-primas. O movimento principal passa por posicionar-se para uma continuação, ainda que volátil, da fraqueza do dólar norte-americano.
Posicionamento em NZD/USD e Estratégia de Mercado
O dólar da Nova Zelândia está a valorizar face ao dólar norte-americano apesar das dificuldades da economia doméstica. O mais recente Performance of Services Index da BusinessNZ para maio de 2026 confirmou uma contração em 47,1, e o crescimento do PIB do primeiro trimestre foi praticamente nulo. No entanto, a forte pressão descendente sobre o dólar norte-americano está, por agora, a sobrepor-se a estas preocupações internas.
A queda acentuada de 5% no crude WTI, atualmente negociado perto de 81 dólares por barril, é um fator crítico a sustentar esta tendência. Entendemos que esta descida dos preços da energia reduz os receios de inflação headline, dando à Reserva Federal mais argumentos para manter uma postura neutra esta quarta-feira. Este padrão faz lembrar o final de 2022, quando uma descida semelhante dos custos energéticos antecedeu uma viragem da Fed para uma orientação mais dovish.
Com este enquadramento, estamos a posicionar-nos nos mercados de derivados através da compra de opções call de NZD/USD de curto prazo. Esta estratégia permite-nos beneficiar de uma subida adicional do par, impulsionada pela fraqueza do dólar norte-americano. Além disso, define claramente o nosso risco máximo antes da atualização das projeções económicas da Reserva Federal esta semana.
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