A libra esterlina avançou ligeiramente face aos principais pares após a divulgação do PIB do Reino Unido referente a abril, com o GBP/USD a recuperar a maior parte da queda anterior para perto de 1,3410. O Office for National Statistics (ONS) indicou que a produção caiu 0,1% em termos mensais, em linha com as expectativas, após uma subida de 0,3% em março, numa altura em que consumidores e empresas anteciparam compras. A Produção Industrial ficou inalterada em cadeia, depois de um recuo de 0,2% anteriormente, apesar de o consenso apontar para uma subida de 0,1%, enquanto a Produção Transformadora aumentou 0,4%, contra expectativas de uma queda de 0,2%.
As atenções viram-se agora para os dados de emprego do Reino Unido da próxima semana (três meses até abril) e para o IPC de maio, bem como para a decisão de política monetária do Banco de Inglaterra. O dólar norte-americano estabilizou após a queda de quinta-feira, com os investidores a duvidarem de um acordo iminente entre os EUA e o Irão. O Dollar Index (DXY) subia por último 0,15%, para cerca de 99,80, refletindo um modesto ressalto do “greenback”.
GBP apoiada por dados mistos no Reino Unido
A libra esterlina está a encontrar algum suporte após a divulgação dos dados mensais do PIB do Reino Unido. O relatório do Office for National Statistics mostrou que a economia contraiu 0,2% em abril, em linha com as expectativas. Isto permitiu ao par GBP/USD recuperar parte das perdas anteriores e aproximar-se da zona de 1,2750.
Apesar da contração no indicador de referência, houve sinais de resiliência, sobretudo no setor transformador. Dados recentes do S&P Global/CIPS UK Manufacturing PMI de maio mostraram uma leitura de 51,5, acima das expectativas de 50,8, indicando uma modesta expansão. Este conjunto de dados mistos reforça a ideia de que o percurso económico continua incerto.
Perspetivas de mercado e acontecimentos-chave
Olhando em frente, esperamos uma volatilidade significativa para a libra nas próximas semanas. Os eventos-chave serão os dados de emprego do Reino Unido, a inflação de maio (IPC) e, sobretudo, a próxima decisão de política monetária do Banco de Inglaterra (BoE). Estes acontecimentos deverão provocar movimentos acentuados nos mercados cambiais.
Tendo em conta a esperada subida da volatilidade, estamos a considerar estratégias que possam beneficiar de oscilações pronunciadas de preços. A compra de “straddles” ou “strangles” em opções sobre GBP/USD poderá ser uma abordagem prudente antes do anúncio do BoE, permitindo um potencial retorno independentemente de o Banco surpreender com um tom mais “hawkish” ou mais “dovish”.
Entretanto, o dólar norte-americano continua a mostrar força generalizada, com o US Dollar Index (DXY) a negociar de forma firme perto de 105,50. Dados persistentes de inflação nos EUA sugerem que a Reserva Federal poderá ser mais lenta a cortar taxas de juro do que outros bancos centrais. A incerteza em torno das negociações comerciais em curso entre o Reino Unido e a UE também está a penalizar a libra, contribuindo para o maior apelo do dólar.
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