
Pontos-chave
- O CL-OIL foi negociado a 102,594, alta de 1,477 (1,46%), após atingir a máxima da sessão em 104,294.
- Às 08:00 (BST) (horário de verão do Reino Unido), o Brent subia 1,8%, a US$ 111,17 por barril, enquanto o WTI avançava 2,2%, a US$ 107,71.
- Trump alertou o Irã que “o tempo está acabando” e disse que “cada minuto conta”, enquanto relatos apontaram que EUA e Israel podem retomar ataques conjuntos ainda nesta semana.
- Um ataque com drone causou um incêndio perto da usina nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), elevando o risco para a segurança da energia na região.
O preço do petróleo voltou a subir porque o mercado passou a considerar de novo o risco de guerra. O CL-OIL era negociado a 102,594, alta de 1,477 (1,46%), em 18/05 10:12:35 GMT+3 (fuso horário três horas à frente de Greenwich). A máxima do dia foi 104,294, a mínima 101,502, a abertura 101,502 e o fechamento anterior 101,117.
O mercado de petróleo como um todo também subiu. Às 08:00 (BST) (horário de verão do Reino Unido), o Brent avançava 1,8%, a US$ 111,17 por barril, e o West Texas Intermediate (WTI, tipo de petróleo usado como referência nos EUA) subia 2,2%, a US$ 107,71.
O movimento começou após um tom mais duro dos EUA contra o Irã. O presidente Donald Trump escreveu no Truth Social (rede social) no domingo: “Para o Irã, o tempo está acabando, e é melhor eles agirem rápido, ou não vai sobrar nada deles.” Ele completou: “Cada minuto conta.” Trump pediu que o Irã aja “rápido” depois de tentativas de encerrar a guerra entre EUA-Israel e Irã travarem.
Esse tom afastou os traders (operadores) da chance de um acordo de paz rápido. O mercado passou a considerar maior a chance de o cessar-fogo (pausa nos combates) se romper, de ações militares voltarem e de o Estreito de Ormuz ficar fechado por mais tempo.
Relatos de ataques elevam o preço extra por risco de perda de oferta
Relatos do fim de semana disseram que EUA e Israel se preparam para retomar ataques conjuntos contra o Irã ainda nesta semana. Segundo o New York Times, citando duas autoridades do Oriente Médio, Washington e Tel Aviv estão em “preparativos intensos” para uma possível volta dos combates.
Essas autoridades teriam dito que os preparativos são os mais sérios desde o cessar-fogo mediado pelo Paquistão em abril. Isso muda o cenário para o petróleo. Um cessar-fogo pode conter compras por pânico quando o mercado acredita que a diplomacia (negociação entre governos) avança. Preparativos para novos ataques fazem o contrário.
O alerta de Trump reforçou o medo de que o conflito volte a uma fase mais ativa, atrasando a normalização do tráfego no Estreito de Ormuz (passagem marítima por onde passa grande parte do petróleo exportado do Golfo).
Isso mantém o risco no transporte marítimo no centro do mercado. Se Ormuz continuar fechado, Brent e WTI podem manter um preço extra de risco, mesmo que existam preocupações com demanda em outros lugares.
Ataque com drone nos EAU cria novo ponto de tensão
Os preços também subiram após um ataque com drone causar um incêndio perto da usina nuclear de Barakah, nos EAU, no fim de semana. Autoridades dos EAU disseram que a usina permaneceu segura, os níveis de segurança radiológica (medida de radiação, ou seja, risco ligado a material nuclear) não foram afetados e não houve feridos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, órgão da ONU que monitora segurança nuclear) disse que geradores a diesel de emergência estavam fornecendo energia para a unidade afetada e pediu máxima contenção militar perto de instalações nucleares.
O episódio aumentou a percepção de risco na região. A instalação nuclear dos EAU não fica no centro das principais rotas de petróleo, mas um ataque perto de infraestrutura crítica (serviços e instalações essenciais, como energia) pode elevar rapidamente o medo de uma escalada (piora e expansão do conflito).
Pode haver nova alta no começo da semana após surgirem sinais de enfraquecimento do cessar-fogo no Oriente Médio. Ela citou o ataque com drone na instalação nuclear dos EAU e alertou que a situação pode piorar nos próximos dias.
O ponto geral é: o Estreito de Ormuz segue fechado, EUA e Irã não avançaram para um acordo de paz, e a fala de Trump ainda não destravou o impasse (situação sem avanço).
Risco de inflação vai além do petróleo
O petróleo mais caro aumenta a tensão em outros mercados. Se o WTI ficar perto de US$ 107 e o Brent acima de US$ 111, o mercado seguirá de olho em custos de combustível, frete (transporte de cargas), aviação, transporte e gastos do consumidor.
Esse efeito sobre a inflação (alta generalizada de preços) já está aparecendo. O choque do petróleo elevou o medo de que bancos centrais (autoridades que definem juros) precisem manter juros mais altos por mais tempo, enquanto ativos de risco (investimentos que oscilam mais, como ações) ficam mais expostos a novas pioras. Brooks chamou a situação de a maior crise de oferta de petróleo da história e alertou que ativos arriscados podem cair mais se o mercado não considerar um cenário extremo.
Os traders ainda não colocaram totalmente no preço um cenário ruim para ativos de risco, e o Estreito de Ormuz ainda pode reabrir. O cessar-fogo também segue oficialmente em vigor, mesmo com violações. Assim, o petróleo fica entre duas forças: alívio se Ormuz reabrir e alta forte se os combates voltarem.
Análise técnica
O WTI é negociado perto de US$ 102,59, seguindo a recuperação após as mínimas do início de maio e permanecendo acima do nível psicológico de US$ 100 (um número “redondo” que costuma influenciar decisões). O desenho geral continua favorável após o petróleo estabilizar depois da queda forte que veio após o pico de abril perto de US$ 119,42.
Nos indicadores, o ritmo do movimento (momentum, ou força da tendência) voltou a melhorar:
- MA5: 100,04 (média móvel de 5 dias, média do preço dos últimos 5 dias)
- MA10: 98,93 (média móvel de 10 dias)
- MA20: 99,07 (média móvel de 20 dias)
As médias móveis de curto prazo voltaram a ficar acima da média de 20 dias, sinal de que a alta pode estar ganhando força após semanas andando de lado (consolidação, quando o preço oscila em uma faixa). O preço agora está acima das três médias, reforçando a recuperação.

Níveis importantes:
- Resistência imediata: 103,50 → 106,00 (faixa onde o preço costuma ter dificuldade para subir)
- Resistência principal: 110,00 → 119,42
- Suporte: 100,00 → 98,00 (faixa onde o preço costuma encontrar compradores)
- Suporte principal: 94,00 → 87,50
O movimento recente mostra compradores aparecendo várias vezes perto da faixa de US$ 97–99, formando uma base mais firme em maio. Os compradores retomaram o controle depois de uma tentativa de queda que não se confirmou no começo do mês.
Na estrutura do gráfico, o petróleo parece formar um “fundo mais alto” (higher low, quando a mínima mais recente fica acima da mínima anterior) abaixo das máximas de abril. Isso costuma indicar compra gradual, não perda de força, especialmente enquanto as médias móveis continuam apontando para cima.
Nos fundamentos (fatores do mundo real, como oferta e demanda), o risco geopolítico (risco ligado a conflitos entre países) segue como principal motor da força do petróleo. O mercado continua considerando possível perda de oferta no Oriente Médio, e a segurança do transporte marítimo e a estabilidade das exportações seguem sensíveis. Ao mesmo tempo, a expectativa de demanda maior no verão do Hemisfério Norte ajuda a sustentar preços acima de US$ 100.
O mercado também reage às expectativas de inflação. Com o petróleo alto por mais tempo, aumenta o medo de que bancos centrais não consigam cortar juros com força, principalmente se a alta de energia voltar a aparecer nos preços ao consumidor.
O volume (quantidade negociada) diminuiu em relação à forte alta de março, sugerindo que o mercado está consolidando ganhos, e não entrando em uma nova disparada por aposta. Ainda assim, voltar e manter o preço acima das médias de curto prazo mantém a pressão de alta.
Se o WTI conseguir fechar o dia acima de US$ 103,50–106,00, o mercado pode mirar a região de US$ 110–115. Já uma queda abaixo de US$ 100 enfraqueceria a leitura de alta no curto prazo e abriria espaço para suporte perto de US$ 97 e da média móvel de 20 dias.
Por enquanto, o petróleo mantém uma tendência de alta moderada enquanto ficar acima do suporte entre US$ 98–100, e os acontecimentos geopolíticos devem seguir como principal fator de oscilações (volatilidade, variações rápidas de preço).
Projeção com cautela
O CL-OIL segue com viés de alta no curto prazo enquanto ficar acima de 100,040 e 98,937. Um movimento acima de 104,294 favorece um teste de 105,968, especialmente se os preparativos de ataques continuarem e Ormuz permanecer fechado.
Uma queda abaixo de 98,937 enfraquece a recuperação e sugere que traders estão reduzindo a aposta no risco recente. O caminho mais forte de alta depende de três pontos: Brent acima de US$ 111, negociações EUA-Irã travadas e novos incidentes militares ou no transporte marítimo mantendo o Estreito de Ormuz fechado.
Perguntas de traders
Por que o preço do petróleo está subindo hoje?
O petróleo sobe porque traders estão colocando no preço o risco de novos conflitos envolvendo Irã e o Estreito de Ormuz. Relatos de que EUA e Israel podem retomar ataques conjuntos ao Irã ainda nesta semana aumentaram um preço extra por risco de falta de oferta (chance de ter menos petróleo disponível) no petróleo bruto.
Às 08:00 (BST) (horário de verão do Reino Unido), o Brent subia 1,8% para US$ 111,17 por barril, e o WTI avançava 2,2% para US$ 107,71.
Qual é o preço atual do CL-OIL?
O CL-OIL foi negociado a 102,594, alta de 1,477 (1,46%).
A máxima da sessão foi 104,294, com mínima em 101,502, abertura em 101,502 e fechamento em 101,117.
Por que o Estreito de Ormuz é importante para o preço do petróleo?
O Estreito de Ormuz é uma rota marítima central para o transporte global de petróleo. Se ele fecha, a oferta (quantidade disponível) pode ficar mais apertada e o preço do petróleo pode subir rápido.
Se o tráfego não voltar ao normal, o mercado pode manter no preço custos maiores de transporte, atrasos e um preço extra por risco no Brent e no WTI.
Como o alerta de Trump ao Irã afeta o petróleo?
O alerta de Trump ajudou a elevar os preços ao aumentar o medo de que o conflito com o Irã volte a uma fase de combates.
Ele escreveu no Truth Social: “Para o Irã, o tempo está acabando, e é melhor eles agirem rápido, ou não vai sobrar nada deles.” Ele também disse: “Cada minuto conta.”
EUA e Israel estão preparando novos ataques ao Irã?
Relatos do fim de semana disseram que EUA e Israel estão se preparando para retomar ataques conjuntos ao Irã ainda nesta semana.
Segundo o New York Times, citando duas autoridades do Oriente Médio, EUA e Israel estão em “preparativos intensos” para uma possível volta dos combates.
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