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Oracle sobe enquanto backlog de IA sustenta o capex

by VT Markets
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May 14, 2026

Pontos principais

  • A Oracle foi negociada a 189,98, alta de 4,13, ou 2,2%, após alcançar a máxima do dia em 191,43.
  • A Wedbush afirma que os gastos da Oracle com IA (inteligência artificial) são sustentados por demanda real e compromissos de longo prazo dos clientes, não por expansão baseada em aposta.
  • A relação entre capex e RPO da Oracle está perto de 9%, bem abaixo da média de concorrentes, de 33,6%.
  • O entusiasmo com IA segue forte nos mercados globais, mas inflação alta e expectativa de juros maiores ainda podem limitar a alta das avaliações.

As ações da Oracle subiram após a Wedbush dizer que operadores podem estar interpretando mal o ciclo de gastos da empresa com IA (inteligência artificial). O papel foi negociado a 189,98, alta de 4,13, ou 2,2%, em 13/05 22:59:58 GMT+3. A máxima do dia foi 191,43, com mínima de 185,04, abertura em 188,14 e fechamento em 185,85.

A Wedbush descreveu os gastos elevados de capital da Oracle como investimento estratégico, e não como sinal de alerta sobre o balanço (relatório que mostra ativos, dívidas e patrimônio). Segundo a casa, a Oracle está se preparando para a próxima fase do ciclo de IA, em que infraestrutura (estrutura de servidores e rede), desempenho (velocidade e capacidade) e acesso a dados ficam ainda mais importantes.

A relação entre capex (gasto com investimento em bens e estrutura, como servidores e data centers) e RPO (obrigações de desempenho restantes, isto é, receita já contratada que ainda não foi reconhecida) está em cerca de 9%, contra a média de concorrentes de 33,6%. Isso sugere que a empresa está investindo para atender contratos já firmados, e não correndo atrás de crescimento incerto.

Isso fortalece o argumento de alta (tese otimista) para a ação. A Oracle não está só contando uma história de “nuvem” (serviços pela internet). Ela quer mostrar que sua expansão de infraestrutura de IA consegue transformar carteira de pedidos em receita, retenção de clientes (clientes ficando) e aumento de margem (maior lucro por venda).

A carteira de pedidos dá à Oracle um argumento mais forte em IA

As RPO (receitas contratadas ainda não registradas) viraram parte central do caso de investimento. Notas recentes de analistas citam RPO da Oracle em cerca de US$ 553 bilhões, dando aos operadores um grande volume de receita contratada para acompanhar conforme a demanda por infraestrutura em nuvem cresce.

O debate sobre capex agora depende de execução (entregar o plano). Gastos altos podem reduzir o fluxo de caixa livre (dinheiro que sobra após custos e investimentos) no curto prazo, mas também podem fortalecer a Oracle se cargas de trabalho de IA (tarefas e processamento de IA) continuarem migrando para grandes contratos de nuvem.

A avaliação da Wedbush reforça a ideia de que a Oracle está gastando para atender demanda real de clientes, e não para deixar capacidade ociosa (recursos parados).

Agora, o mercado vai observar se essa carteira vira mais receita de nuvem. Se a Oracle aumentar o crescimento em infraestrutura e controlar margens (lucro por venda), o mercado pode pagar um múltiplo maior (preço mais alto em relação a lucros/receitas) por causa de IA. Se o capex subir mais rápido que a conversão em receita, o mesmo gasto pode virar risco para a avaliação.

O impulso da IA sustenta o movimento mais amplo em tecnologia

A alta da Oracle acompanha um rali (movimento de alta) mais amplo liderado por IA nas bolsas globais. Ações da Ásia-Pacífico subiram na quinta-feira, com o entusiasmo por IA ajudando empresas ligadas a chips. O índice MSCI Ásia-Pacífico avançou 1,2% e o KOSPI da Coreia do Sul subiu 1,7%. A SK Hynix também se aproximou de valor de mercado de US$ 1 trilhão, mostrando como o mercado continua precificando fortemente a demanda por infraestrutura de IA.

O mercado dos EUA também segue a mesma direção. O S&P 500 e o Nasdaq fecharam em máximas históricas na quarta-feira, impulsionados por ações de tecnologia e chips ligadas a IA. A alta ocorreu apesar de dados de inflação mais fortes, indicando que, por enquanto, o mercado dá mais peso ao potencial de lucros com IA do que ao risco de juros.

A Oracle se beneficia desse cenário porque o mercado está premiando empresas próximas do gasto com infraestrutura de IA. NVIDIA, AMD, Oracle, provedores de nuvem e empresas de data center (centros de dados) entram no mesmo movimento. As vencedoras precisam mostrar que a demanda por IA é forte e também dá lucro.

Entender os mercados é o primeiro passo para operar com mais confiança. No nosso próximo webinar, vamos explicar como funcionam os índices dos EUA, o que move o mercado e como iniciantes podem começar a operar com um plano.

Inflação e risco do Fed ainda limitam a alta

O cenário macro (panorama geral da economia) é mais difícil. Os preços ao produtor nos EUA subiram 1,4% no mês passado, a maior alta em quatro anos, puxada por problemas no petróleo ligados ao Estreito de Ormuz. Isso reduziu as expectativas de cortes de juros no curto prazo pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e aumentou o risco de juros altos por mais tempo.

Juros mais altos podem pressionar ações de crescimento de longo prazo (empresas cujo valor depende mais de lucros futuros), mesmo quando os lucros seguem fortes. A história de IA da Oracle ajuda, mas o papel ainda está num mercado sensível aos juros dos títulos (rendimentos), à inflação e à força do dólar.

A cúpula Trump–Xi também fica no radar. O mercado acompanha as conversas em Pequim em busca de sinais sobre comércio, tecnologia e a frágil trégua EUA–China. Um tom mais calmo pode ajudar ações de tecnologia. Uma postura mais dura sobre tarifas ou controles de exportação pode pesar sobre nomes de infraestrutura de IA, especialmente os ligados a chips, capacidade de nuvem e demanda entre países.

Análise técnica

A Oracle segue se recuperando da mínima de abril perto de 134,55, com a ação agora ao redor de 189,98, enquanto o impulso de alta retorna no tema de infraestrutura de IA e nuvem corporativa (serviços de nuvem para empresas). O gráfico melhorou no último mês, mas o preço se aproxima de uma resistência importante (região em que o preço costuma travar) logo abaixo do nível psicológico de 200 (número “redondo” que muitos acompanham).

Na parte técnica, a Oracle mantém tendência de alta:

  • MA5: 191,84
  • MA10: 185,28
  • MA20: 180,12

Essas médias móveis (MAs, médias do preço dos últimos 5/10/20 dias, usadas para ver tendência) estão alinhadas para cima, e o preço segue acima da estrutura de tendência. Isso costuma indicar compradores no controle e impulso saudável.

Níveis importantes:

  • Suporte imediato: 185 → 180 (suporte é onde o preço costuma “encontrar piso”)
  • Suporte principal: 175 → 151
  • Resistência: 190–199 → 207,54 (resistência é onde o preço costuma “encontrar teto”)

A região de 190–199 é importante porque marca o topo da recuperação recente. O preço chegou perto dessa área no começo de maio e recuou; agora tenta romper (breakout, quando o preço passa de uma resistência).

Se os compradores romperem a resistência de 199–200, a Oracle pode testar a máxima de janeiro perto de 207,54. Um avanço acima desse nível tende a fortalecer a tendência de alta no longo prazo.

Na queda, o primeiro suporte relevante fica perto das médias de 10 e 20 dias, entre 180 e 185. Enquanto o preço ficar acima dessas linhas, a recuperação tende a continuar.

A alta também reflete melhora no sentimento (como investidores estão se sentindo) sobre o papel da Oracle no ecossistema de IA (conjunto de empresas e serviços ligados a IA). O mercado vê a Oracle como uma empresa de infraestrutura em crescimento, beneficiada pela demanda corporativa por IA, principalmente via parcerias em nuvem, expansão de data centers e hospedagem de cargas de trabalho de IA.

O tema recente sobre gastos de hyperscalers (grandes provedores de nuvem como AWS, Azure e Google) e investimentos em infraestrutura de IA ajudou a sustentar a ação junto com o setor de semicondutores (chips) e software corporativo. O mercado também acompanha se a Oracle consegue transformar a demanda ligada a IA em crescimento de receita de nuvem nos próximos trimestres.

O volume (quantidade de ações negociadas, usado para medir força do movimento) durante a recuperação ficou relativamente estável, o que sugere mais compra de grandes investidores do que euforia.

Por enquanto, a Oracle mantém viés de alta no curto prazo enquanto ficar acima de 180, mas enfrenta um teste técnico importante perto de 199–200.

Projeção cautelosa

A Oracle segue com viés positivo enquanto ficar acima de 185,28 e 180,12. Um fechamento acima de 191,84 melhora o quadro de curto prazo e dá suporte a um movimento até 199,13.

Um rompimento acima de 199,13 reforça a chance de novo teste em 207,54, especialmente se o sentimento sobre infraestrutura de IA continuar firme e o mercado continuar premiando capex sustentado por carteira de pedidos. Uma queda abaixo de 180,12 piora o cenário e sugere que pressão macro, risco de juros ou preocupações com capex começam a pesar mais do que a narrativa de IA apoiada pela Wedbush.

Perguntas de traders

Por que as ações da Oracle estão subindo?

As ações sobem após a Wedbush apoiar a estratégia de gastos da Oracle com IA (inteligência artificial). A casa disse que o forte gasto de capital (capex, investimento em estrutura) tem base em demanda real e compromissos de longo prazo, e não em expansão por aposta.

ORCL foi negociada a 189,98, alta de 4,13, ou 2,2%, após atingir a máxima do dia em 191,43.

Qual é o preço atual da ação da Oracle?

A Oracle foi negociada a 189,98. A máxima do dia foi 191,43, com mínima de 185,04, abertura em 188,14 e fechamento em 185,85.

Por que os gastos de IA da Oracle estão em foco?

O gasto com IA está em foco porque investidores discutem se um capex alto é risco ou vantagem de longo prazo. A Wedbush acredita que a Oracle está se posicionando para a próxima fase do ciclo de IA, em que infraestrutura (servidores, rede e data centers), desempenho (capacidade) e acesso a dados pesam mais.

O capex de IA da Oracle é um risco?

O capex de IA pode reduzir o fluxo de caixa livre (dinheiro que sobra após despesas e investimentos) no curto prazo, mas a Wedbush vê o gasto como sustentado por demanda. A relação capex/RPO da Oracle é de cerca de 9%, contra a média de concorrentes de 33,6%.

Essa relação menor indica que a Oracle está investindo com base numa grande carteira de pedidos (backlog, pedidos/contratos já firmados), e não correndo atrás de demanda incerta.

O que significa a relação capex/RPO da Oracle?

A relação capex/RPO compara o gasto com investimento (capex) com as obrigações de desempenho restantes (RPO, receita já contratada que ainda não entrou no resultado). Uma relação menor pode indicar muita receita contratada em comparação com o tamanho do investimento.

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