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Após reabrirem em baixa perto de 49.100, os futuros do DJIA se recuperaram rumo a 49.400, encerrando ligeiramente abaixo do fechamento de sexta-feira.

by VT Markets
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Apr 21, 2026
Os futuros do Dow Jones Industrial Average fecharam a segunda-feira quase sem mudanças em relação à sexta-feira, apesar do aumento das tensões entre EUA e Irã no fim de semana. O presidente Trump disse que os EUA atiraram e apreenderam um navio de carga com bandeira iraniana no Golfo de Omã, e o Irã saiu de negociações no Paquistão mediadas pelos EUA. O petróleo WTI (West Texas Intermediate, um tipo de petróleo usado como referência nos EUA) subiu 5%, para acima de US$ 88 por barril, e o Brent (referência global de preços do petróleo) também avançou cerca de 5%, para acima de US$ 94. O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz (rota estreita por onde passa grande parte do petróleo do Oriente Médio) continuou restrito, e o cessar-fogo atual foi descrito como perto de expirar ainda nesta semana.

Reação do mercado segue contida

Os futuros do DJIA caíram na reabertura de domingo para perto de 49.100 e depois subiram durante a sessão dos EUA, encerrando perto de 49.400, pouco abaixo de sexta-feira. No dia, o S&P 500 (índice com 500 grandes empresas dos EUA) caiu 0,4% e o Nasdaq Composite (índice com forte peso de empresas de tecnologia) caiu 0,5%. Trump disse que a apreensão estava ligada a sanções anteriores do Tesouro dos EUA (medidas que restringem transações e acesso a dinheiro para punir um país ou empresa) e ameaçou ataques a usinas de energia e pontes iranianas se o Irã não aceitar os termos dos EUA antes do fim do cessar-fogo. A mídia estatal do Irã afirmou que os EUA não cumpriram obrigações após o Irã ter dito por pouco tempo que o estreito estava reaberto. Na semana passada, o S&P 500 subiu 4,5% e o Nasdaq avançou cerca de 7%, com a 13ª alta seguida na sexta-feira, igualando uma sequência vista pela última vez em 1992. O ETF iShares Expanded Tech-Software Sector (IGV) (ETF é um “fundo negociado em bolsa”, que reúne vários ativos e é comprado e vendido como uma ação) subiu 0,6% na segunda-feira. Vimos um cenário muito parecido no ano passado, em 2025, quando o mercado de ações ignorou a escalada das tensões entre EUA e Irã. O Dow quase não reagiu mesmo com a apreensão de um navio-tanque, enquanto o mercado de petróleo colocou o risco no preço ao saltar 5%. Essa diferença entre ações calmas e commodities (matérias-primas como petróleo) tensas é um padrão que volta a aparecer hoje.

Posicionamento para uma reprecificação da volatilidade

Em abril de 2026, a calma do mercado chama atenção, com o CBOE Volatility Index (VIX) perto de 14. O VIX (conhecido como “índice do medo”) mede a volatilidade esperada do S&P 500, ou seja, o quanto o mercado espera que os preços oscilem. Isso indica que operadores veem pouco risco no curto prazo, mesmo com pontos de tensão no mundo. Com o S&P 500 já subindo mais de 8% no ano, esse custo baixo para “seguro” da carteira parece errado. O petróleo é novamente o mercado que está atento, com o West Texas Intermediate firme acima de US$ 85 por barril. Dados recentes da Energy Information Administration (EIA, órgão do governo dos EUA que divulga estatísticas de energia) mostraram uma queda inesperada nos estoques de petróleo, reduzindo a oferta disponível mesmo antes de qualquer piora geopolítica. Opções de compra (call options, contratos que dão o direito de comprar um ativo por um preço definido) em ETFs ligados ao petróleo refletem essa maior preocupação com interrupções na oferta. Diante dessa diferença, operadores de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como opções e futuros) podem avaliar como ficou barato se proteger contra queda nos principais índices de ações. Comprar opções de venda (put options, contratos que dão o direito de vender por um preço definido) no S&P 500 ou opções de compra no próprio VIX é uma forma de baixo custo para reduzir risco contra um choque repentino que o mercado de ações não está colocando no preço. O ambiente de baixa volatilidade torna essas posições mais baratas. A mentalidade de “comprar na queda” (entrar comprado quando o preço cai esperando recuperação), reforçada nas fortes altas de 2025, continua reduzindo a volatilidade. Operadores foram recompensados várias vezes por ignorar manchetes negativas, um comportamento visto claramente no ano passado. Isso abre espaço para uma virada brusca e dolorosa se uma crise real romper a indiferença do mercado. Uma estratégia mais específica é explorar a diferença entre setores, como em 2025, quando software liderou enquanto o petróleo refletia o risco. Operadores podem usar opções para montar posições compradas (apostando em alta) no setor de energia, que tende a se beneficiar do risco de oferta, e ao mesmo tempo apostar contra (apostar em queda) o setor de tecnologia que vem subindo muito. Essa operação de “valor relativo” (ganhar com o desempenho de um ativo contra outro) busca lucrar com uma rotação (mudança de preferência do mercado) saindo de ações de crescimento que parecem “tranquilas demais” e indo para ativos mais ligados ao mundo real, se as tensões aumentarem.

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