Risco de intervenção perto de níveis importantes
O par ainda indica alta, mas autoridades japonesas podem fazer alertas verbais (declarações públicas para tentar conter o mercado), o que pode frear novos ganhos. Isso pode limitar avanços em direção a 160,00 e à máxima do ano em 160,46. O Índice de Força Relativa (RSI, um indicador técnico que mede a força do movimento do preço numa escala de 0 a 100) segue em viés de alta, mas vem caindo em direção a 50. Isso indica que a força compradora está perdendo fôlego e que a pressão vendedora está aumentando. Um rompimento acima de 159,50 pode abrir caminho para 160,00. Se 160,00 for superado, os próximos níveis são 160,46 e 161,81 (de 10 de julho de 2024). Na queda, o suporte (região onde o preço tende a encontrar compra e parar de cair) fica em 159,00 e depois em 158,26. Abaixo disso, a média móvel simples de 50 dias (SMA, a média do preço dos últimos 50 dias) está em 157,61 e a SMA de 100 dias em 156,97.Lições do “manual” de 2025
Lembramos bem de meados de 2025, quando o par retomou 159,00. Naquela época, a perda de força no RSI foi um sinal clássico de que o mercado estava testando até onde as autoridades japonesas deixariam o iene enfraquecer. A tensão perto de 160,00 gerou muita incerteza para os traders. O cenário mudou desde os avisos verbais do ano passado. Depois, em 2025, as autoridades japonesas fizeram intervenção direta no mercado (compra/venda efetiva de moeda para mexer no preço), semelhante aos ¥9,8 trilhões gastos na primavera de 2024 para defender o iene. Esse histórico torna o risco de intervenção hoje mais real ao nos aproximarmos de níveis parecidos. No lado fundamental, o carry trade (estratégia de tomar empréstimo numa moeda com juros baixos e investir em outra com juros mais altos para ganhar a diferença) está menos atraente do que em 2025. Com o Federal Reserve tendo cortado a taxa básica para perto de 4,0% e o Banco do Japão elevando modestamente para 0,25%, a diferença de juros diminuiu. Isso reduz a chance de uma alta rápida como a vista antes. Nas próximas semanas, isso sugere uma estratégia diferente com opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender a um preço definido). Como a alta pode ficar limitada pelo risco de intervenção perto de 160,50, traders podem considerar comprar opções de venda (put, que ganha valor quando o preço cai) para proteção ou montar bear call spreads (vender uma call e comprar outra call mais acima, buscando lucro com mercado de lado ou em queda). A volatilidade implícita (expectativa do mercado sobre oscilações futuras, embutida no preço das opções) está menor do que nos picos de 2025, o que pode deixar essas estratégias mais baratas. Se os dados econômicos dos EUA, como o próximo CPI (Índice de Preços ao Consumidor, um indicador de inflação), vierem mais fracos que o esperado, isso pode acelerar uma queda. Um rompimento abaixo de 158,25 indicaria uma mudança relevante no sentimento do mercado. Isso colocaria em foco como próximo suporte a média móvel de 50 dias (média do preço dos últimos 50 dias), agora perto de 157,80.
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