Panorama Técnico no Gráfico Diário
No gráfico diário, o par segue acima da média móvel exponencial (EMA, uma média que dá mais peso aos preços mais recentes) de 100 dias, mantendo a tendência de curto prazo positiva. O Índice de Força Relativa (RSI, indicador que mede o impulso e pode sinalizar “excesso de compra” ou “excesso de venda”) de 14 dias está em torno de 69, pouco abaixo da faixa de sobrecompra (quando o preço pode ter subido rápido demais). A resistência (região onde o preço costuma ter dificuldade para subir) aparece primeiro perto de 187,95, na banda superior de Bollinger (faixas que medem volatilidade, ou seja, o quanto o preço oscila), e depois em 188,50. O suporte (região onde o preço costuma encontrar força para parar de cair) começa em 186,20, depois na banda do meio de Bollinger perto de 185,00, com a EMA de 100 dias em 182,75 abaixo disso. O que movia o mercado naquele momento era o medo de intervenção (quando autoridades atuam para tentar influenciar o câmbio) por parte de autoridades japonesas e a expectativa de alta de juros pelo BoJ. A pesquisa da Reuters em abril de 2025 mostrava que muitos economistas previam uma alta para 1,00% até junho daquele ano. No fim, o BoJ foi mais cauteloso, elevando os juros apenas para 0,75% até o fim de 2025, enquanto a economia mostrava sinais de desaceleração.Como a Tendência Evoluiu
A tendência de alta aconteceu: o par rompeu (passou com força) a resistência de 188,50 e continuou subindo durante o verão de 2025. Isso confirmou os sinais técnicos e beneficiou quem seguiu a tendência. Traders (pessoas que operam no curto prazo) que compraram opções de compra (call, um contrato que pode dar o direito de comprar a um preço definido) ou usaram “spreads” de call de alta (estratégia com duas calls para reduzir custo e limitar risco) tiveram ganhos relevantes quando o par avançou em direção a 195,00 mais tarde no ano. Hoje, em 16 de abril de 2026, o cenário mudou, com o par mais alto, perto de 204,80. O tema principal agora é a diferença clara de política monetária (quando bancos centrais seguem caminhos diferentes): dados recentes do Eurostat (órgão oficial de estatísticas da União Europeia) mostram que a inflação subjacente (inflação “limpa”, sem itens muito voláteis como energia e alimentos) na Zona do Euro segue resistente em 2,8%. Em contraste, a pesquisa Tankan (levantamento do banco central japonês sobre confiança das empresas) mais recente mostrou forte queda na confiança, o que torna improvável um aperto monetário (alta de juros ou redução de estímulos) adicional do BoJ no curto prazo. Para as próximas semanas, essa diferença sugere pressão de alta contínua, mas é preciso cautela porque o par está perto de máximas de várias décadas. Usar opções para limitar o risco pode ser prudente, como comprar “spreads” de call para buscar um movimento até 207,00. Pelo nível alto, quem já está comprado (apostando na alta) pode considerar vender calls cobertas (vender uma call tendo o ativo como base, para gerar renda com prêmio) para ganhar renda enquanto espera um novo avanço.
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