Sinais de política e preços do mercado
Ele informa que, na terça-feira, Christine Lagarde e o FMI (Fundo Monetário Internacional, uma instituição que monitora e apoia a economia global) apontaram riscos para o crescimento no ambiente atual. Isso tende a reduzir a expectativa de alta de juros. O texto também destaca o foco de Lagarde em “dependência de dados” (ou seja, decidir com base nos números mais recentes, como inflação e atividade econômica). Isso reforça a ideia de que abril pode ser cedo demais para mudar a política. Ele acrescenta que o mercado ainda tenta entender para onde os juros vão. Comentários de autoridades de bancos centrais previstos para esta semana podem influenciar as expectativas. Há um descompasso claro entre o tom cauteloso do BCE e o que o mercado está precificando para os juros. As oscilações do petróleo, com o Brent (referência internacional de preço do petróleo) chegando recentemente a US$ 95 e depois caindo para US$ 88, deixam os bancos centrais preocupados com o crescimento. Isso aumenta a incerteza e pode abrir espaço para oportunidades.Operando a volatilidade
Esse foco em “dependência de dados” sugere que uma alta em abril está fora do radar, mas o mercado aposta em um aumento de 0,25 ponto percentual em junho. Os dados recentes sustentam essa divisão: a inflação da zona do euro (grupo de países que usam o euro) desacelerou para 2,7% em março, mas a inflação “núcleo” (core inflation, que exclui itens muito voláteis como energia e alimentos para mostrar uma tendência mais estável) segue alta em 3,2%. Operadores devem se preparar para volatilidade (variações rápidas de preço) enquanto o mercado decide se o crescimento fraco ou a inflação persistente vai pesar mais. Esse cenário sugere que apostas simples na direção dos juros são arriscadas. Em vez disso, vale considerar o uso de opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender a um preço definido) para operar a volatilidade esperada em contratos futuros de juros de curto prazo. Comprar “straddles” (estratégia com opção de compra e de venda no mesmo preço) ou “strangles” (semelhante, mas com preços diferentes) em futuros de Euribor (taxa de referência de empréstimos entre bancos na zona do euro, usada como base para derivativos) permitiria ganhar com um movimento grande nos juros, seja uma alta em junho ou o mercado desistindo dessa alta. Isso também afeta o câmbio, já que o Fed enfrenta seus próprios desafios com a inflação dos EUA subindo para 3,4% no mês passado. A divergência de política (quando bancos centrais seguem caminhos diferentes) entre um BCE mais cauteloso e um Fed possivelmente mais duro tende a repercutir no mercado de moedas. Isso torna as opções do par EUR/USD (euro contra dólar) outra forma de se posicionar nessa incerteza crescente. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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