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Kit Juckes, do Société Générale, questiona a dominância do dólar, citando desequilíbrios crescentes, riscos apontados pelo FMI e a fraqueza de outras moedas

by VT Markets
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Apr 15, 2026
O papel global do dólar americano está sendo questionado enquanto os desequilíbrios globais (diferenças grandes e persistentes entre o que países compram/vendem e importam/exportam) aumentam, e reuniões do FMI (Fundo Monetário Internacional, órgão que monitora a economia mundial) apontam para riscos maiores ao sistema. A visão apresentada é que a fatia do dólar no uso mundial pode cair com o tempo, à medida que a participação dos EUA no PIB global (Produto Interno Bruto, a soma de bens e serviços produzidos) diminui. Isso pode reduzir a parcela do dólar no trading de FX (mercado de câmbio, compra e venda de moedas), nas reservas de FX (reservas internacionais mantidas por bancos centrais, geralmente em moedas estrangeiras) e na moeda usada para emissões de títulos e ações (captação de dinheiro no mercado). Mesmo assim, nenhuma outra moeda é descrita como capaz de ocupar o lugar central do dólar no sistema financeiro global.

Restrições às moedas rivais

O yuan chinês não é apresentado como alternativa porque é limitado por controles de capital (regras que restringem a entrada e saída de dinheiro do país) e por políticas para mantê-lo competitivo (mais barato/atrativo para exportações). O euro não é tratado como rival completo a menos que vire a moeda de um bloco econômico muito mais unido. O resultado provável descrito é continuidade do declínio gradual dos papéis da libra esterlina (GBP) e do iene japonês (JPY). O texto informa que foi produzido com ajuda de uma ferramenta de IA (inteligência artificial, software que gera texto) e revisado por um editor. O dólar continua sendo a moeda principal, mas a base de longo prazo está mudando aos poucos. Dados recentes do FMI para o primeiro trimestre de 2026 mostram que a participação do dólar nas reservas globais caiu levemente para 57,8%, seguindo a queda gradual vista ao longo de 2025. Para traders (pessoas que operam no mercado), isso significa que o status de “porto seguro” do dólar (moeda buscada em momentos de medo e crise) ainda está firme por enquanto, mas a tendência merece atenção. O euro ainda não é um desafiante confiável. A diferença persistente de inflação dentro da Zona do Euro (conjunto de países que usam o euro) — com a Alemanha em 1,9% e a Itália em 3,4% — mostra a fragmentação econômica do bloco. Esse problema estrutural sugere que estratégias com opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo por um preço definido) apostando em uma alta sustentada do euro contra o dólar podem ser cedo demais.

Implicações para trading e foco no curto prazo

De forma parecida, o yuan chinês é limitado por controles de capital, algo reforçado quando Pequim apertou os fluxos internacionais (regras para transferências de dinheiro entre países) em fevereiro após pequenas oscilações do mercado. Embora o uso do yuan em pagamentos globais via SWIFT (rede internacional de mensagens entre bancos para viabilizar pagamentos) tenha subido para 5,2% no mês passado, ainda é pequeno demais para desafiar o domínio do dólar. Por enquanto, o yuan é mais um tema regional do que global. Esperamos que o iene japonês e a libra britânica continuem perdendo espaço aos poucos. A dificuldade do Banco do Japão em sair de uma política monetária frouxa (juros baixos e estímulos para aumentar crédito e atividade), vista de novo no fim de 2025, continua pressionando o iene. Traders de derivativos (contratos cujo valor depende de outro ativo, como moedas) podem considerar vender calls de JPY fora do dinheiro (opções de compra com preço de exercício longe do preço atual, com menor chance de dar lucro), buscando se posicionar para mais fraqueza do iene contra o dólar. Nas próximas semanas, a estratégia principal deve focar na força contínua do dólar, apesar das dúvidas de longo prazo. A volatilidade implícita (estimativa de oscilação futura embutida no preço das opções) em pares principais como EUR/USD tem ficado relativamente baixa, o que pode abrir espaço para comprar opções baratas como proteção (hedge, operação para reduzir perdas) contra choques inesperados. O mercado parece confiante demais sobre riscos sistêmicos (riscos que podem afetar o sistema financeiro como um todo) que estão crescendo aos poucos.

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