Preços do petróleo e cenário de instabilidade
Com ameaças de fechar o Estreito de Ormuz, é preciso esperar alta forte no preço do petróleo e mais instabilidade no mercado (mudanças rápidas de preço). Os contratos futuros (acordos para comprar/vender no futuro) do petróleo Brent já reagiram à notícia, subindo 4% para acima de US$ 98 por barril na negociação noturna. Esse movimento mostra que o mercado leva a sério o risco de grande interrupção de oferta (queda no fornecimento). A estratégia mais direta é ficar posicionado para ganhar com a alta do petróleo usando derivativos (contratos financeiros cujo preço depende de outro ativo, como o petróleo) nas próximas semanas. A ideia é comprar opções de compra (call: direito de comprar por um preço fixo até uma data) tanto em futuros de WTI quanto de Brent, com vencimento (data em que o contrato termina) nos próximos um a dois meses. Isso permite ganhar mais se a situação piorar, enquanto o risco fica limitado ao prêmio (preço pago) da opção. Também há uma oportunidade em negociar a própria instabilidade. O Índice de Volatilidade do Petróleo da CBOE (OVX: indicador que estima a instabilidade esperada no preço do petróleo a partir de opções) subiu mais de 15% nesta semana, chegando ao maior nível desde que os problemas no transporte marítimo no Mar Vermelho pioraram no fim de 2025. Comprar opções ou outros instrumentos ligados à volatilidade pode dar lucro, porque a incerteza deve continuar alta. Isso lembra eventos anteriores em que ameaças a essa via marítima importante causaram pânico imediato. Em setembro de 2019, o preço do petróleo subiu mais de 10% em um único dia após ataques a instalações de petróleo na Arábia Saudita. No início de 2024, tensões maiores levaram o petróleo a passar de US$ 100 por pouco tempo, mostrando como o mercado é sensível a essa região.Por que o estreito importa
A importância estratégica do estreito é muito grande, o que torna essas ameaças mais críveis. Dados do último trimestre de 2025 mostraram que quase 21 milhões de barris de petróleo por dia, cerca de 20% do consumo diário global, passaram por esse gargalo (chokepoint: ponto estreito por onde passa muito tráfego e que pode travar o fluxo). Qualquer parada desse fluxo criaria uma falta grave e imediata de petróleo para a economia mundial. Diante da incerteza, o foco fica em contratos de derivativos de curto prazo, que reagem mais às notícias no curto prazo. Opções com vencimento em maio e junho de 2026 devem ter mais negociações e variação de preço. Acompanhar de perto relatos sobre envio de tropas dos EUA e novas declarações de autoridades iranianas seguirá sendo essencial.
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