Perspectiva do BoJ e força do iene
O iene japonês se fortaleceu com relatos de que o Banco do Japão (BoJ, o banco central do Japão) está considerando elevar suas previsões de inflação (estimativas futuras de alta de preços). BoJ e Fed devem realizar reuniões de política monetária (decisões sobre juros e medidas para controlar inflação e crescimento) em cerca de duas semanas. No gráfico de quatro horas, o USD/JPY estava em torno de 158,87 e permaneceu abaixo da SMA de 20 períodos (média móvel simples, uma média dos preços recentes) em 159,24 e da SMA de 100 períodos em 159,27. O RSI (Índice de Força Relativa, indicador que tenta medir a força do movimento de preço) estava perto de 42, com resistência (região onde o preço costuma ter dificuldade para subir) em 158,94. Foram observados níveis de suporte (regiões onde o preço costuma encontrar força para parar de cair) em 158,78, 158,72 e 158,61. Uma alta acima de 158,94 poderia reduzir a pressão vendedora no curto prazo, com nova resistência em 159,24 e 159,27. O par USD/JPY segue em tendência de baixa, sugerindo que estratégias como comprar opções de venda (puts, contratos que ganham valor quando o preço cai) ou abrir posições vendidas em futuros (aposta na queda usando contratos padronizados) podem fazer sentido. O PPI dos EUA, apesar de ainda alto em 3,8%, subiu menos do que o mercado esperava, o que tirou parte da força do dólar e abriu espaço para novas quedas antes das reuniões dos bancos centrais.Divergência de política entre Fed e BoJ
A possível mudança no BoJ é o fator mais importante, porque qualquer passo em direção a “normalizar” a política (voltar a juros mais comuns, sem estímulos excessivos) seria uma virada relevante. Em 2024, o par mostrou muita sensibilidade a rumores de intervenção (ação direta no câmbio para influenciar o preço) quando se aproximou de 160, e o BoJ encerrou naquele ano a política de juros negativos. Nos EUA, o foco está mudando: sai a discussão sobre quantas altas de juros ainda virão e entra a dúvida sobre quando o ciclo de aperto monetário (período de juros altos para conter a inflação) vai terminar. Embora o Fed provavelmente ainda não sinalize cortes, a diferença de política entre Fed e BoJ — que empurrou o par para cima em 2023 e 2024 — está diminuindo. A próxima reunião do Fed será importante para pistas, mas o impulso de alta do dólar parece perder força. Como as reuniões de Fed e BoJ acontecem nas próximas duas semanas, é provável que a volatilidade implícita aumente (expectativa do mercado para oscilações futuras, refletida nos preços das opções). Isso torna estratégias com opções mais interessantes, pois permitem risco definido (perda máxima conhecida). Um bear put spread (estratégia com duas puts, uma comprada e outra vendida, para lucrar com queda limitando o custo) pode aproveitar uma continuação da queda em direção a 158,00, controlando o gasto inicial. É importante acompanhar níveis técnicos: a região de 159,25 agora atua como resistência forte, onde as médias móveis de 20 e 100 períodos se encontram. Se o preço não conseguir recuperar essa área, o cenário segue negativo, com alvos iniciais perto do suporte em torno de 158,70. Para posições vendidas, faz sentido usar stop-loss (ordem de saída automática para limitar perdas) logo acima dessa resistência, caso o sentimento mude rapidamente por causa das notícias sobre EUA e Irã.
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