Sensibilidade do mercado à aplicação do bloqueio
Os mercados asiáticos são descritos como mais expostos por dependerem de envios de energia pelo Estreito de Ormuz. Essa sensibilidade liga moedas da região e movimentos mais amplos do mercado aos acontecimentos no estreito. O texto afirma que foi criado com a ajuda de uma ferramenta de Inteligência Artificial (um programa que gera texto e análises automaticamente) e revisado por um editor (um profissional que confere e ajusta o conteúdo). Estamos vendo uma recuperação frágil dos ativos de risco depois que o bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz começou, impulsionada por conversas diplomáticas em andamento. Essa calma engana: o petróleo Brent (referência de preço do petróleo no mercado internacional) subiu mais de 20% e chegou a US$ 115 por barril na semana passada, antes de cair para perto de US$ 105 com a notícia das negociações. Operadores (traders, pessoas que compram e vendem ativos no curto prazo) podem considerar comprar opções de compra fora do dinheiro (call; opção que dá o direito de comprar por um preço definido, mas que hoje ainda não compensa exercer porque o preço está longe) em contratos futuros de petróleo (acordos para comprar/vender petróleo numa data futura) como uma forma barata de lucrar se as conversas falharem e o bloqueio ficar mais rígido. Essa incerteza geopolítica (riscos ligados a conflitos e decisões entre países) aumentou a volatilidade do mercado (variação rápida e forte de preços), com o Índice de Volatilidade da CBOE, o VIX (indicador do “medo” do mercado, baseado em opções do S&P 500) saltando de 15 para 28, um nível que não víamos desde o susto no setor bancário no ano passado. Embora o VIX tenha recuado para perto de 22, esse nível alto indica estresse no mercado. Usar futuros do VIX (contratos para negociar o valor futuro do VIX) ou opções sobre ETFs que seguem a volatilidade (fundos negociados em bolsa que tentam acompanhar a variação de um índice de volatilidade) pode servir como uma proteção direta contra uma piora repentina que afetaria as bolsas.Exposição da Ásia aos fluxos de energia por Ormuz
Os mercados asiáticos são especialmente vulneráveis, já que cerca de um quinto do petróleo do mundo passa pelo estreito, e Japão, China e Coreia do Sul são grandes importadores. Na reação inicial, o iene japonês e o won sul-coreano caíram mais de 2% contra o dólar americano, antes de uma recuperação parcial. Acreditamos que opções de venda (put; opção que dá o direito de vender por um preço definido) nessas moedas contra o dólar oferecem uma proteção mais direcionada contra uma piora que afetaria mais suas economias. O sentimento positivo do mercado depende totalmente da percepção de avanço nas conversas e do nível real de aplicação do bloqueio. Historicamente, durante a “Guerra dos Petroleiros” nos anos 1980, até incidentes navais pequenos nesse mesmo ponto de passagem estreito (chokepoint, um local por onde muita carga precisa passar) levaram a fortes altas nos preços de energia. Qualquer notícia de um petroleiro sendo abordado (parado e inspecionado por forças navais) ou desviado provavelmente causará uma reação imediata e forte do mercado, então acompanhar de perto as notícias de navegação é essencial.
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