Resumo do movimento de preços
O GBP/USD começou a semana mais fraco e caiu para perto de 1,3380, depois se recuperou durante a sessão de segunda-feira. Fechou perto de 1,3510, alta de 0,35% no dia. Esse movimento levou o par ao nível mais alto desde o fim de fevereiro e de volta acima de 1,3500 pela primeira vez desde a forte queda (venda intensa) após o início do conflito com o Irã. Ele subiu mais de 350 pips (menor unidade de variação do preço em pares de moedas; no GBP/USD, geralmente 0,0001) a partir da mínima do começo de abril, perto de 1,3160. A recuperação apagou cerca de metade da queda desde a máxima do ano até então, perto de 1,3870. Relembramos este período do ano passado, em abril de 2025, quando o otimismo em torno das negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã impulsionou uma forte alta da Libra Esterlina. Esse avanço até a região de 1,3590 também foi ajudado por um Dólar mais fraco, que reagia a números de preços ao produtor mais fracos que o esperado (índice que mede quanto os produtores cobram na “porta da fábrica” e pode indicar pressão futura na inflação). Naquele momento, vimos um rompimento claro acima do nível de 1,3500 pela primeira vez desde a queda causada pelo conflito.Cenário atual do mercado
O cenário de hoje, em meados de abril de 2026, é bem diferente, com o GBP/USD agora mais perto de 1,2450. O Reino Unido enfrenta inflação de núcleo persistente (inflação “sem itens muito voláteis”, como energia e alimentos, usada para ver a tendência real dos preços), por último em 3,1%, o que dificulta os próximos passos do Banco da Inglaterra, apesar do crescimento mais lento do PIB (produto interno bruto, soma do que o país produz), de apenas 0,2% no último trimestre. Enquanto isso, o banco central dos EUA (Federal Reserve, ou “Fed”) segue firme após outro relatório forte de emprego (non-farm payrolls: número de vagas criadas fora do setor agrícola) mostrar a criação de 215.000 empregos no mês passado. Essa diferença crescente entre o tom cauteloso do Banco da Inglaterra e a postura do Fed mais guiada por dados sugere mais volatilidade (oscilações mais fortes de preço) no futuro. O mercado tenta se posicionar para isso comprando straddles “at-the-money” no GBP/USD (estratégia com opções que compra uma opção de compra e uma de venda no preço atual; ganha se o preço mexer bastante para qualquer lado). A volatilidade implícita (expectativa do mercado para a oscilação futura, embutida no preço das opções) das opções de três meses já subiu de 7,2% para 8,5% no último trimestre, mostrando essa tensão. Para quem acredita mais em queda da Libra, comprar opções de venda “out-of-the-money” (opções de venda com preço de exercício abaixo do preço atual; costumam ser mais baratas e ganham valor se o par cair bastante) é uma forma de operar com risco definido (a perda máxima é o valor pago). Há aumento do interesse em aberto (quantidade de contratos de opções ainda em aberto, não encerrados) nos contratos com vencimento em junho e preços de exercício perto de 1,2300 e 1,2250. Isso indica expectativa de que as dificuldades econômicas no Reino Unido possam empurrar o par para baixo nos próximos meses.
Comece a negociar agora – Clique aqui para criar sua conta real na VT Markets