Fraqueza do dólar e apetite por risco
A incerteza sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) em relação aos juros também manteve o dólar perto do nível mais fraco desde o início de março. Ao mesmo tempo, o risco para o transporte marítimo ligado ao Estreito de Ormuz (passagem estratégica por onde escoa grande parte do petróleo) limitou o apetite por risco. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que começou um bloqueio naval dos EUA nessa rota e ameaçou agir contra navios de guerra iranianos na área. O Irã alertou que poderia atingir todos os portos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, mantendo a tensão alta. O receio de que o atual cessar-fogo (acordo temporário para parar os combates) possa falhar e que a luta volte deu suporte ao dólar e reduziu a demanda por EUR/USD. Ainda assim, o movimento recente de preço segue compatível com uma tendência de alta em andamento desde a mínima do fim de março.Estratégia com opções e acompanhamento
Hoje, o euro está se fortalecendo por outros motivos, principalmente por um Banco Central Europeu (BCE) mais duro com a inflação (ou seja, mais inclinado a subir juros). Dados recentes mostram a inflação subjacente (núcleo, que exclui itens muito voláteis como energia e alimentos) da zona do euro em março de 2026 teimando em 2,9%, levando o mercado a precificar (refletir nos preços) pelo menos duas altas de juros do BCE neste ano. Isso contrasta com o Fed, que sinalizou uma pausa no seu ciclo de aperto (fase de alta de juros). Por causa do risco de uma virada repentina, uma abordagem cautelosa usando opções (contratos que dão o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender) pode fazer sentido para buscar mais alta. Uma alternativa é comprar opções de compra (call, que ganham valor se o preço subir) de EUR/USD com vencimento próximo para aproveitar o impulso do BCE. Porém, comprar opções de venda (put, que ganham valor se o preço cair) como proteção, ou usar spreads de call (estratégia que combina duas calls para limitar custo e ganho), é uma forma sensata de reduzir o risco caso o mercado mude para “modo defensivo” (risk-off, quando investidores evitam risco). Isso é ainda mais importante porque a volatilidade implícita (expectativa do mercado para a oscilação futura, embutida no preço das opções) segue elevada perto de 8%. Daqui para frente, vale acompanhar falas de autoridades do BCE para confirmar esse tom mais duro. Ao mesmo tempo, novidades sobre rotas marítimas globais ou novas tensões diplomáticas podem mudar o humor do mercado contra o euro rapidamente. Isso torna essencial acompanhar tanto a política dos bancos centrais quanto as manchetes geopolíticas. Crie sua conta real na VT Markets e comece a operar agora.
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