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Elias Haddad, do BBH, destaca os próximos relatórios do FMI, antecipando revisões para baixo nas previsões de crescimento e avaliando as condições de risco global

by VT Markets
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Apr 13, 2026
O FMI publicará o relatório **World Economic Outlook** (Perspectivas da Economia Mundial) na terça-feira, e a expectativa é que ele mostre previsões menores de crescimento global. A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse que o crescimento global será revisado para baixo mesmo no cenário mais otimista, com uma normalização rápida após o choque de energia (alta repentina e forte nos preços e na oferta de energia). Georgieva também mencionou o “espaço fiscal” limitado, ligado ao aumento da dívida pública (débitos do governo) e a pagamentos maiores de juros (custo de manter essa dívida). Isso indica pressão nas contas do governo à medida que o custo para pegar dinheiro emprestado aumenta.

Relatórios do FMI em foco

O FMI também divulgará o **Global Financial Stability Report** (Relatório de Estabilidade Financeira Global) na terça-feira e o **Fiscal Monitor** (Monitor Fiscal) na quarta-feira. Esses relatórios devem avaliar a sustentabilidade da dívida soberana (capacidade de um país pagar sua dívida ao longo do tempo sem perder o controle). O risco descrito é que um choque de energia possa virar um choque fiscal (problema nas contas públicas), quando custos mais altos de empréstimos encontram finanças públicas já apertadas. Outro ponto citado é que a dívida soberana está cada vez mais nas mãos de fundos hedge sensíveis a preço (fundos que buscam lucro com estratégias mais agressivas e podem comprar e vender rápido quando o preço muda).

Implicações para o mercado e posicionamento

Vemos um risco claro de que o choque de energia, que tem mantido a inflação resistente (difícil de cair), possa virar um choque fiscal à medida que o custo de empréstimos sobe. Esse cenário sugere se preparar para maior volatilidade (oscilações mais fortes) no mercado de títulos públicos (papéis de dívida emitidos por governos). Operadores de derivativos (contratos financeiros cujo valor depende de outro ativo) podem considerar opções de venda (put, um contrato que tende a ganhar valor quando o preço cai) em contratos futuros (acordos de compra e venda no futuro) de Treasuries de longo prazo (títulos do governo dos EUA) e de Bunds (títulos do governo da Alemanha) para se proteger contra um salto repentino nos rendimentos (yields, que são a taxa de retorno desses títulos e geralmente sobem quando o preço do título cai). Para ações, um corte nas previsões de crescimento global implica pressão sobre lucros das empresas e sobre o humor dos investidores. O **CBOE Volatility Index (VIX)**, um índice que mede o medo do mercado com base no preço de opções do S&P 500, já mostra nervosismo, perto de 22. Comprar opções de venda (puts) em índices grandes como o S&P 500 ou o STOXX 600 é uma forma direta de proteção contra uma queda do mercado. No câmbio (mercado de moedas), um clima de “risk-off” (aversão ao risco, quando investidores evitam ativos mais arriscados) geralmente favorece moedas de refúgio (consideradas mais seguras). Ao olhar a reação do mercado a preocupações com dívida soberana no fim de 2025, vimos uma alta clara do dólar americano. Uma busca semelhante por segurança pode tornar atraentes posições compradas (apostar na alta) no dólar contra moedas de países com contas públicas mais fracas.

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