Cenário de risco e apoio ao Dólar
Os preços do petróleo subiram com força, aumentando preocupações com inflação (alta generalizada de preços), reforçando a expectativa de um Federal Reserve (banco central dos EUA) mais duro com juros e elevando os rendimentos (taxas) dos títulos do Tesouro dos EUA. Notícias de que países da região querem retomar as conversas EUA–Irã em poucos dias limitaram os ganhos do Dólar, enquanto o tom mais inclinado a juros mais altos do RBA (Banco da Reserva da Austrália, banco central do país) deu algum suporte ao dólar australiano. O par reagiu a partir de um suporte na EMA de 200 horas (média móvel exponencial, um indicador que dá mais peso aos preços mais recentes) e no nível de 38,2% de Fibonacci (marcação técnica usada para estimar suportes e resistências) do movimento de alta desde a mínima do fim de março. O RSI (Índice de Força Relativa, indicador de “força” do preço) subiu de níveis de sobrevenda (quando o preço caiu demais) para a faixa alta dos 30, enquanto o MACD (indicador de tendência baseado em médias móveis) continuou negativo, mas estável. Um avanço acima do nível de 23,6% em 0,7032 pode mirar 0,7093. O suporte fica em 0,6996 e 0,6995, com níveis seguintes em 0,6964, 0,6934, 0,6891 e 0,6835.Paralelo atual e preço do mercado
A diferença principal agora é a divergência mais clara entre as políticas dos bancos centrais. Com o CPI dos EUA (índice de preços ao consumidor, medida de inflação) recente teimosamente acima de 3%, o Federal Reserve mantém uma postura dura de “juros altos por mais tempo”, mantendo o rendimento do Treasury de 10 anos (título do governo dos EUA de 10 anos) perto de 4,5%. Em contraste, a inflação australiana esfriou para 2,8%, levando o Banco da Reserva da Austrália a adotar um tom mais neutro, tirando um suporte importante para o dólar australiano visto no ano passado. Outro fator negativo é a queda recente do minério de ferro, que recuou para perto de US$ 105 por tonelada, com preocupações sobre a demanda industrial da China. Isso pesa sobre o dólar australiano, que costuma acompanhar commodities (matérias-primas). A combinação de risco geopolítico e suporte mais fraco das commodities reforça um cenário de baixa. Diante disso, traders (operadores) podem considerar comprar opções de venda (put options, contrato que ganha valor se o preço cair) de AUD/USD para proteção contra novas quedas, especialmente com o VIX (índice de volatilidade, “termômetro do medo” do mercado) subindo para 18. Essa estratégia limita o risco e pode gerar ganho se o par romper abaixo do suporte recente perto de 0,6600. Os níveis técnicos de 2025, como os suportes de Fibonacci em 0,6964 e 0,6934, indicam que uma quebra do suporte atual pode levar a uma queda rápida e mais forte. Para quem espera um grande movimento, mas não sabe a direção por causa da chance de uma solução diplomática repentina, uma “straddle” comprada (estratégia com compra de uma call e uma put, ambos no mesmo preço e vencimento; call é opção de compra e put é opção de venda) pode funcionar. Essa posição tende a ganhar com um aumento da volatilidade (quando o preço passa a oscilar mais), seja por piora do cenário ou por uma reviravolta positiva.
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