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Dólar recua com alívio nos preços do petróleo e retorno do apetite por risco

by VT Markets
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Mar 17, 2026

Pontos principais

  • O USDX é negociado perto de 99,26, em queda de -0,03%, mantendo o recuo recente.
  • A queda do preço do petróleo aumentou o apetite por risco (disposição de investir em ativos mais arriscados), reduzindo a busca pelo dólar como porto seguro (ativo visto como mais seguro em momentos de incerteza).
  • Agora, o foco do mercado está nas reuniões do Federal Reserve e de outros bancos centrais para entender os próximos passos da política monetária (decisões sobre juros e dinheiro na economia).

O dólar americano perdeu força na quarta-feira, devolvendo parte dos ganhos recentes como porto seguro, à medida que o preço do petróleo recuou e o humor do mercado melhorou antes de uma semana importante para os principais bancos centrais do mundo.

O Índice do Dólar Americano (USDX) (medida do valor do dólar contra uma cesta de moedas) é negociado perto de 99,26, com queda de -0,03%, na terceira sessão seguida de baixa. O movimento vem após uma forte alta na semana passada que levou o dólar ao maior nível em 10 meses, impulsionado pela piora das tensões geopolíticas (conflitos e atritos entre países) e pela disparada dos preços de energia.

Com o petróleo parando de subir e recuando um pouco, o mercado voltou a aumentar a exposição a risco (mais compras de ativos arriscados), o que reduziu a procura pelo dólar.

Se o petróleo continuar estável ou cair, o dólar pode sofrer mais pressão no curto prazo, porque o sentimento de risco melhora.

Recuo do petróleo reduz a procura por porto seguro

O principal motivo da fraqueza recente do dólar foi a queda do preço do petróleo. O petróleo bruto recuou depois que autoridades do Iraque e do Curdistão concordaram em retomar exportações via o porto turco de Ceyhan, reduzindo a preocupação imediata com oferta (risco de faltar produto no mercado).

Embora o petróleo Brent (tipo de petróleo usado como referência internacional de preços) ainda esteja acima de US$ 100 por barril, a perda de força na alta já foi suficiente para mudar o posicionamento do mercado (como investidores estão comprados ou vendidos), ao menos por enquanto.

Preços mais baixos do petróleo podem reduzir o medo de inflação (aumento geral dos preços) e aliviar a pressão sobre o crescimento global, levando traders a se afastarem de ativos defensivos (mais seguros) como o dólar.

Se o petróleo voltar a subir, a busca pelo dólar como porto seguro pode retornar rapidamente.

Bancos centrais no centro das atenções

O mercado agora está focado em uma sequência de reuniões de bancos centrais, começando pelo Federal Reserve (banco central dos EUA), seguido pelo Banco Central Europeu (da zona do euro), Banco da Inglaterra (Reino Unido) e Banco do Japão.

A expectativa é que todos mantenham os juros, mas o mercado vai prestar atenção na orientação sobre os próximos passos (sinais sobre decisões futuras), especialmente sobre riscos de inflação e de crescimento ligados ao conflito no Oriente Médio.

A principal dúvida para os responsáveis pela política econômica é se o choque de energia (alta repentina nos custos de energia) vai principalmente desacelerar a economia ou gerar uma inflação mais persistente (que demora a cair).

Um tom mais hawkish (mais duro, indicando prioridade no combate à inflação com juros altos por mais tempo) pode limitar a fraqueza do dólar. Já uma visão mais cautelosa ou equilibrada pode favorecer ativos de risco e pressionar o dólar.

Análise técnica

O USDX é negociado perto de 99,26, levemente abaixo no dia (-0,03%), e a alta recente começa a perder força logo abaixo do nível psicológico de 100 (número “redondo” que costuma atrair atenção do mercado). Depois de subir com força a partir da mínima de 95,33, o dólar entrou em uma fase de consolidação (movimento mais lateral, sem direção clara), sugerindo que o mercado está reavaliando a direção.

No curto prazo, o ritmo da alta está enfraquecendo. A média móvel de 5 dias (99,52) (média do preço dos últimos 5 dias) começou a virar para baixo, enquanto a média de 10 dias (99,17) fica logo abaixo do preço atual, funcionando como suporte (região onde o preço tende a parar de cair) no curto prazo.

As médias de 20 dias (98,58) e 30 dias (98,08) seguem apontando para cima, sinal de que a recuperação mais ampla ainda está de pé, apesar da pausa.

O suporte mais imediato aparece em 99,00–99,10. Se cair abaixo dessa faixa, pode abrir espaço para queda até 98,50, onde a média de 20 dias passa.

Na alta, a resistência (região onde o preço costuma travar) fica em 100,30–100,70, área que repetidamente segurou tentativas de alta e segue como barreira importante.

No geral, o USDX parece estar em consolidação abaixo de uma resistência importante, com viés ainda positivo após a recuperação das mínimas de fevereiro.

Se não conseguir voltar ao nível de 100, pode continuar andando de lado ou ter um recuo moderado, especialmente se fatores macroeconômicos — como mudanças na expectativa de juros — passarem a pesar sobre o dólar.

O que traders devem acompanhar a seguir

O dólar está dividido entre risco geopolítico (incerteza por conflitos) e melhora do sentimento (mais confiança do mercado). Pontos principais para acompanhar:

  • Movimento do preço do petróleo, especialmente se o Brent se mantém acima de US$ 100
  • Resultados e sinais das reuniões dos principais bancos centrais
  • Novidades sobre o conflito no Oriente Médio
  • Variações dos pares USDJPY (dólar vs. iene) e EURUSD (euro vs. dólar)

Por enquanto, o recuo do dólar parece mais uma reação à queda do petróleo do que uma virada completa de tendência, e os próximos movimentos dependem de como os riscos geopolíticos e macroeconômicos evoluem.

Perguntas frequentes (FAQs)

Por que o dólar americano está caindo hoje?

O dólar está enfraquecendo porque o petróleo recuou, o que reduz a procura por porto seguro e permite que investidores voltem para ativos de risco antes das decisões dos bancos centrais.

O que está causando a fraqueza do USD agora?

A combinação de petróleo mais barato, melhora do humor do mercado e posicionamento antes das reuniões dos bancos centrais está pressionando o dólar no curto prazo.

O dólar ainda está em tendência de alta?

Sim. A tendência mais ampla ainda tem apoio de riscos geopolíticos e da procura anterior por porto seguro. Porém, o recuo atual indica uma correção de curto prazo (queda temporária após alta) ou uma fase de consolidação (movimento lateral).

Como o preço do petróleo afeta o dólar americano?

Quando o petróleo sobe, o dólar tende a ganhar apoio por ser visto como porto seguro e porque os EUA exportam mais energia do que importam (exportador líquido). Quando o petróleo cai, esse apoio enfraquece, e o dólar pode recuar.

Por que o iene está se fortalecendo contra o dólar?

O iene está ganhando força porque o mercado está mais confiante e porque o par USDJPY se afastou do nível de 160, onde muitos esperavam possível intervenção (ação do governo/banco central para mexer no câmbio) das autoridades japonesas.

Por que o euro está subindo contra o dólar?

O euro está se fortalecendo antes da reunião do Banco Central Europeu, enquanto traders se posicionam à espera de sinais sobre a política monetária e possíveis mudanças na visão sobre a inflação.

O que o mercado espera do Federal Reserve?

O mercado espera que o Federal Reserve mantenha os juros inalterados, mas está atento às sinalizações sobre inflação e possíveis cortes de juros no futuro.

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