Principais dados e fatores do mercado
Os dados dos EUA vieram mistos: a Confiança do Consumidor subiu para 91,8 em março contra 87,8 esperados, enquanto o PMI de Chicago foi 52,8 contra 55,0. O JOLTS (pesquisa de vagas de emprego e rotatividade) veio em 6,88 milhões contra 6,92 milhões previstos, com o PMI Industrial do ISM (índice do setor manufatureiro) e as Vendas no Varejo de fevereiro previstos para quarta-feira, e o NFP (folha de pagamento fora do setor agrícola, principal dado de empregos) previsto para sexta-feira (60 mil esperados contra -92 mil antes). Nos gráficos, o DXY estava perto de 99,94, acima da EMA de 50 dias (média móvel exponencial, que dá mais peso aos preços recentes) perto de 98,90 e próximo da EMA de 200 dias perto de 99,15, com suporte (região onde o preço costuma “segurar”) em torno de 99,50, 99,20 e 98,70. A resistência (região onde o preço costuma “travar”) foi indicada em 100,00, 100,50 e depois 100,15–100,30 em prazos menores, com suporte intradiário (no mesmo dia) perto de 99,90 e 99,80.Posicionamento e gestão de risco
Considerando esse histórico, comprar opções (contratos que dão o direito, não a obrigação, de comprar ou vender a um preço definido) para se proteger de movimentos repentinos de “mercado com apetite a risco” ou “fuga para segurança” é uma estratégia sensata nas próximas semanas. Com o VIX (índice de volatilidade, que mede o “medo” do mercado) perto de 14,5, puts (opções de venda) em ativos de risco ou calls (opções de compra) no dólar podem ser uma proteção barata contra uma piora do conflito que pegue o mercado de surpresa. É importante desconfiar de manchetes que falem em solução e focar em ações confirmadas. O foco imediato agora passa para os dados internos dos EUA, com o PMI Industrial do ISM na quarta-feira e o relatório NFP na sexta-feira. Após o ganho de empregos surpreendentemente forte do mês passado, de 275.000, a expectativa é de outro resultado sólido, o que pode sustentar o dólar. Porém, a indústria segue como preocupação, com a última leitura do ISM em 47,8, indicando contração (queda de atividade; abaixo de 50 geralmente significa retração). Do ponto de vista técnico, o índice do dólar tem suporte importante perto da média móvel de 50 dias em 103,85. Enquanto ficar acima desse nível, a tendência de alta segue válida, com as máximas recentes perto de 104,90 como a próxima resistência principal. Para sinalizar uma correção mais forte (queda mais ampla), seria necessária uma quebra clara abaixo desse suporte. Por enquanto, o caminho mais provável é de lateralização (andar de lado) ou alta, especialmente com dados importantes por sair.
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