Dados do mercado de trabalho dos EUA em foco
Os dados do mercado de trabalho dos EUA são o foco, com o JOLTS (pesquisa que mede vagas de emprego abertas), o ADP (estimativa privada de empregos no setor privado) e o relatório de payrolls de março previstos. O consenso para a folha de pagamento fora do setor agrícola (*non-farm payrolls*, medida mensal de empregos) de sexta-feira é de +60 mil vagas, com desemprego visto em 4,4%. O material diz que esses números podem mexer com as expectativas para a política do Federal Reserve (banco central dos EUA) neste ano em resposta a um choque de energia (alta forte do petróleo/gás que afeta a economia e a inflação). Também cita uma participação marcada do presidente do Fed, Jerome Powell, às 16h30 CET (horário da Europa Central) em uma discussão moderada em Harvard. O dólar está sendo apoiado pelo risco geopolítico persistente e pela busca por segurança (investidores compram ativos considerados mais seguros). Vemos grandes parceiros comerciais, principalmente na Europa e na Ásia, considerando mudanças de política ou intervenção direta para impedir que suas moedas enfraqueçam mais. Esse cenário mantém demanda firme pelo dólar. Vemos um padrão parecido com as intervenções cambiais amplas que o Japão foi obrigado a fazer no fim de 2024 e em 2025 (ações do governo/banco central para sustentar o iene). Hoje, o Banco Central Europeu sinaliza uma visão mais cautelosa para a economia, enquanto o Japão ainda enfrenta dificuldades para normalizar sua política (voltar gradualmente ao nível “normal” de juros e estímulos), mantendo pressão sobre o euro e o iene. Essa diferença de postura entre bancos centrais torna mais atraente manter dólares.Posicionamento em opções e volatilidade no curto prazo
O relatório de março de 2026 do mercado de trabalho dos EUA nesta sexta-feira será o foco, com expectativa de ganho de cerca de 180 mil vagas. Com o desemprego perto de 3,8% (baixo em termos históricos), um número forte tende a reforçar a visão de que o Federal Reserve não precisa cortar juros agora. Uma surpresa para cima nos dados provavelmente elevaria ainda mais o dólar. Também acompanhamos sinais de aperto nas condições de financiamento em dólar, com o *cross-currency basis swap* EUR/USD de curto prazo voltando a se abrir. Do ponto de vista técnico (leitura por gráficos e níveis), o DXY se mantém forte acima de 105, e um teste de resistência perto de 106 parece provável nas próximas semanas. Esses sinais sugerem demanda estrutural pelo dólar. Para operadores de derivativos (instrumentos financeiros cujo valor depende de outro ativo, como opções e swaps), esse cenário sugere se posicionar para continuação da valorização do dólar contra outras moedas principais. Isso pode incluir comprar opções de compra (*call options*, direito de comprar a um preço definido) no DXY ou em ETFs (fundos negociados em bolsa) que acompanham o dólar, para ganhar com a alta do índice. Outra alternativa é comprar opções de venda (*put options*, direito de vender a um preço definido) no par EUR/USD, apostando diretamente na queda do euro frente a um dólar mais forte. Com o relatório de empregos próximo, também se espera um salto na volatilidade de curto prazo (variação rápida de preço). Operadores podem usar opções para se posicionar para um movimento forte, já que um desvio relevante do número esperado pode causar uma reprecificação rápida (ajuste rápido de preços) no câmbio. Ainda assim, o cenário favorece estratégias que ganham com mais fortalecimento do dólar.
Comece a negociar agora – Clique aqui para criar sua conta real na VT Markets